ohhh... dótôr...

Hoje, em Portugal, maltrata-se a honestidade e a inteligência
Se és velhaco ou estúpido, vais bem: - é para ti a preferência

Aqui, os burros são doutores
E os inteligentes, inadaptados
Há muitos peritos em nada
Que disso falam, maravilhados

Engenheiros que não calculam
Arquitectos vesgos e tolos
Advogados palermas, iletrados
Até médicos abrutalhados

Já há tantos destes camelos
Que mesmo querendo evitar
Acabamos sempre por vê-los
E logo se deseja vomitar

Envergonhados, os poucos inteligentes
Por partilhar com tais filhos da idiotia
Os louros e aplausos da douta Academia
Calam e escondem tamanha bizarria

Homem: - FOGE BURRO,QUE TE FAZEM ENGENHEIRO CAMPESTRE!

Asno: - PARA QUÊ FUGIR, SENHOR,SE ME FAZEM DOUTOR OU MESTRE?!
E SE FUJO COM VIGOR, É CERTO QUE ACABO NO ATLETISMO,COMO PROFESSOR.
E QUER FUJA A DIREITO OU A TORTO, ACABO, JÁ SEI, MESTRE EM DESPORTO.
OU COMO O AMIGO MACACO QUE DE TANTO TER ROUBADO, ACABOU DOUTORADO, JUIZ NO SUPREMO E LOGO JUBILADO.

2 comentários:

David Oliveira disse...

subscrito! ou sobrescrito?! nem sei. No meu tempo Bolonha era uma cidade de Itália.
Ando p'rá aqui com uma dificuldade de imaginação para conseguir responder a uma imagem que me assalta:
E quando em Portugal tivermos uma comunidade maioritariamente "licenciada", (a)"mestrada" e/ou "doutorada" como vai ser? Exportamos "entilegência" e importamos, para os trabalhos menores,turcos, brasileiros,magrebianos,...?!
...
?!!! isto me parece que não está nada bem mas já está, fica. Seja pela consideração ao autor/editor/escritor/cronista e etc. deve ser do fumo.
Abraço
David Oliveira

francisco disse...

Meu caro amigo, eu não sou contra uma sociedade maioritariamente licenciada - até era bom que o nível médio académico da população fosse a licenciatura. Sou é contra esta porcaria de ensino que não ensina nada. Então para quê doutores que pouco ou nada sabem? É que, normalmente, o pouco que aprendem não tem aplicação, não serve para grande coisa. Aprenderão mais tarde, na vida real, se as bases foram sólidas, senão... não passarão de jumentos engravatados.

Obviamente, não há regra sem excepção, e mesmo hoje é possível encontrar um ou outro recém-licenciado com conhecimentos e capacidades apreciáveis, mas isso terá sido mais resultado da educação anterior, e de um ensino básico mais atento e exigente; e do interesse do próprio indivíduo. Coisa difícil, nos dias fáceis de hoje.

Abraço.