Tiririca aproveita oportunidade

Tiririca, o artista palhaço recém-eleito deputado federal no Brasil estará entre nós durante o próximo domingo para obter grau de licenciado em Política Social, ao abrigo do programa Novas Oportunidades que, em Portugal, permite formar doutores e engenheiros num só dia, diz Ana Pereira, Assessora do Ministério da Educação.

7 comentários:

David Oliveira disse...

Estamos assim!, exclamo.
(Porra), mas até quando?, pergunto.
Abração
David Oliveira

P.S.: estou a ponderar reabrir a caixa dos "bitaites" - lá, onde o meu amigo sabe. Parece-me que a "manobra" os sossegou. Deixaram de chamar nomes.

francisco disse...

Caro David, acho que vamos estar assim durante bastante tempo. Estou convencido de que a situação que vivemos não é fruto do acaso e de uma mente sinuosa de 1º ministro. Acredito que se trata de coisa mais complexa e premeditada com objectivo de construir uma nova sociedade, mais dúctil e competitiva. E que para isso se propõem demolir tudo, arrasar o que existe.
Obviamente, não concordo com tal estratégia, mas a coisa parece seguir por aí. Não duvido da eleição fácil, com larga maioria, de Cavaco, e da consequente continuação de Sócrates no "bom caminho" para a reformulação de uma nova sociedade/ordem.
Já parece teoria de conspiração, mas não encontro outra explicação racional para o que se vive neste país.

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Pois, eu acho que nunca devia ter fechado a caixa dos bitaites. Cada vez que aparecer um desses anormais exclua-o e a partir daí tudo o que esse IP produzir será automaticamente enviado para os comentários SPAM (uma nova função do blogger).

Abraço.

Valquiria Calado disse...

Caro amigo Francisco, compreendo sua indignação, não sei como Portugal entrou nessa história...
sei que o Tiririca demonstra a nossa indignação, achamos uma palhaçada muitas coisas que acontecem no senado, e assim colocaram um profissional pra faze-las, justo! pode ser que faça melhor sua função, ao menos ladrão ainda não é, corre o perigo de por lá aprender...Nunca na história deste pais houve eleição igual, povo desacreditado votando por obrigação pra não pagar multa, era impossível decorar tantos números, filas entrando pela noite, urnas quebrando, e o povo revoltado com essa maldita lei que não prende ninguém nos dias anteriores e pós eleição, houve um bárbaro crime que ficou impune, o assassino entregasse e saiu rindo de não ser preso, a nossa democracia e leis precisam serem revistas, exercer a cidadania já não dá prazer, os cientistas da política souberam mexer os pauzinhos.

francisco disse...

Caramba... não sabia dessa "paz de feira" inventada prás eleições. esse país já parece a bosta de país que temos por cá. Decididamente, os políticos perderam qualquer resquício de vergonha. No Tiririca eu votava, é tolo mas é autêntico (genuíno, sincero). Não como esses canalhas letrados que enganam o eleitorado.
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Por momentos pensei que você não fosse entender a minha posição,que não é tão dura, tão intransigente, tão afirmativa como parece. A maior parte das coisas que afirmo não passam de testes, sondagens, experiências para verificar o que se diz e o que se está pensando no terreno. Às vezes são provocações, mas raramente são convicções.

Saúde pra você.
f.

David Oliveira disse...

Francisco
a Valquíria Calada esqueceu que fica sempre a "vírgula" na algibeira para uso selectivo.
Para a Valquíria um beijo fraterno.
Ahahahahah
Abraço

francisco disse...

Não sei se eles têm historial de uso de vírgulas legislativas lá pelo Brasil. Que ela existem, não duvido. Mas eles saberão disso? Será que eles também têm histórias como as nossas, em que uma vírgula muda completamente o sentido de uma Lei?

Abraço.

David Oliveira disse...

Francisco
"Será que eles também têm histórias como as nossas?"
acho que sim, têm! e mais, e pior.São 19 ou vinte vezes mais do que nós e possuem um território que é, à superfície e no subsolo, incomensuravelmente mais rico que o nosso.Infelizmente para eles, acho eu, tiveram um "prólogo" que podia ter sido bem mais profícuo - para eles e para os que escreveram o "prólogo" (digo eu que também "me" escreveram um "prólogo" e quando os actores se encaminhavam para o palco apagaram as luzes e mandaram-nos embora. Houve tragédia, mas de isso lavaram as mãos.
Um tipo brasileiro meu amigo disse-me uma vez "tivemos bons professores" quando eu o torcia/confrontava com o letargo em que viviam perante tão ultrajantes diferenças de vida e tão enormes riquezas - Davi, tivemos bons professores - dizia-me ele. Com razão.
Abraço, Francisco
David Oliveira