A ideia é contar a história de um desencontro entre duas pessoas que, devido a esse desencontro, nunca chegam a desenvolver qualquer tipo de relação. Factores exógenos, mas sobretudo as dúvidas e desconfianças dele, são as causas dessa dessintonia que compromete a relação de amizade em que ele tanto investe e que ela, embora hesitante, parece aceitar.
Só é possível construir uma história assim, se existir algum tipo de experiência pessoal que constitua a raiz a partir da qual a ficção avança.
E essa experiência existe.
Porém, tendo ocorrido num espaço de tempo relativamente recente e tendo deixando mágoas, desapontamentos e ressentimentos, afigura-se importante estabelecer um interregno para, então, com menor envolvimento com a realidade, se construir o enredo ficcional e os seus meandros.
Outro aspecto importante que recomenda a adopção desse hiato temporal prende-se com a necessidade de minimizar a influência das reacções emotivas, agora, ainda vívidas, na construção dos caracteres psicológicos dos personagens.
Em síntese, tratar-se-á de uma narrativa em que se rebuscam nas vivências do quotidiano, elementos descritivos, retratos psicológicos, experiências e situações para a edificação do corpus textual.
Não há nenhuma preocupação ou intenção moralista, lírica, cronística, romântica… pois trata-se apenas de um exercício de escrita.
Quem sabe se, até, os leitores do blogue não poderão participar na construção da história?!
Lá para o fim do Verão, talvez.
;)
Só é possível construir uma história assim, se existir algum tipo de experiência pessoal que constitua a raiz a partir da qual a ficção avança.
E essa experiência existe.
Porém, tendo ocorrido num espaço de tempo relativamente recente e tendo deixando mágoas, desapontamentos e ressentimentos, afigura-se importante estabelecer um interregno para, então, com menor envolvimento com a realidade, se construir o enredo ficcional e os seus meandros.
Outro aspecto importante que recomenda a adopção desse hiato temporal prende-se com a necessidade de minimizar a influência das reacções emotivas, agora, ainda vívidas, na construção dos caracteres psicológicos dos personagens.
Em síntese, tratar-se-á de uma narrativa em que se rebuscam nas vivências do quotidiano, elementos descritivos, retratos psicológicos, experiências e situações para a edificação do corpus textual.
Não há nenhuma preocupação ou intenção moralista, lírica, cronística, romântica… pois trata-se apenas de um exercício de escrita.
Quem sabe se, até, os leitores do blogue não poderão participar na construção da história?!
Lá para o fim do Verão, talvez.
;)


...e eu sem uma 135! E o espectáculo a prosseguir devagar... devagarinho. Como quem hesita, o dançarino "passeia" pelo palco...ao ritmo do pigarrear de umas gargantas apertadas, lá para o meio da assistência. Com meia hora de lentos volteios, a dança perde o seu segundo espectador. O dançarino, esse, constrói poses de deslumbrante efeito plástico, moldando o corpo no contorno das sombras, e dos sons.
A dança continua mas, agora o som avança e a luz recua para 1 obscuridade que não revela, logo, os reparos em que vem o artista. Estrebucham os de cá, por não compreenderem o de lá. Solta-se uma voz em despeitado desabafo de ininteligível mensagem. Eu, dividido entre permanecer acoitado na plateia ou correr 400m até à Câmara e agarrar a Canon, atendi aos 100kg que calam mais fundo e continuei-me por ali. Acariciei a Olympus, deslizando o indicador pelas curvas superiores até ao gatilho do zoom. Afinal, era com ela que estava, para quê pensar noutras? A soirée dançante escorregava para o clímax e eu não o sabia...
Movimento...at last! A descoragem afoga os impropérios na mescla da génese vocal e, paridos por bocas medrosas logo se esborracham no chão, sem eco, sem história, sem transmissão. Apenas um ignoto mal-estar trespassa o ambiente. - Mas, ele só tem aquele avental? perguntou um murmúrio claro. E a miúda da cochia da 6ªfila, estupefacta (estúpida de facto?) pergunta à mãe, ou tia: - O homem está nú? A pergunta fez ricochete na esquerda baixa, junto à porta de serviço, atingindo todos, no ir à Cafetaria, no fim (porque tanta força mental exige recarga!). Eu, fico-me, digitalmente apático. Afinal tive todo o tempo espreitando pela janelinha, longe. Apenas, testemunha!