O actor principal entra em palco e declama o seguinte texto: A ti, que sei que vens cá, frequentemente. Assim o revela o ACTIVEMETER deste blogue.
Nos próximos dias 5 e 7 de Setembro cumpre-se um ano desde que entraste no meu site e inseriste comentários insultuosos nas fotografias de várias raparigas, maioritariamente nas fotos de colegas nossas. Sempre entendi que não eram elas o alvo, mas eu. As verdadeiras razões para tal procedimento só tu as conhecerás, mas no meu entender procuravas atingir-me fazendo com que elas exigissem a remoção das suas imagens, desacreditando, assim, o site e o meu trabalho – de nível amador, diga-se em abono da verdade, mas despretensioso - e, porventura, criando-me problemas. E tudo isso, acredito, motivado por impulsos emotivos de raiz sentimental e despoletado pela tua relação, ou pretensão de relação, com uma determinada rapariga.
Lamentavelmente, tal atitude, custou-me a mim uma relação de amizade que, tendo-se iniciado nessa altura, ficou irremediavelmente comprometida. Ainda assim, não te condeno nem te desejo mal. Aconselho-te é, e sem falsos moralismos (e quem sou eu para pregar moral aos outros?), a seres mais ponderado nas tuas atitudes, sobretudo com os colegas de trabalho, pois ao longo dos últimos meses fui ouvindo vários relatos de atitudes tuas, profundamente reprováveis, e em que algumas pessoas ficaram verdadeiramente ofendidas contigo. Não acredito que desejes incompatibilizar-te com toda a gente, por isso fica a advertência para teres mais cuidado. Pela minha parte, e no que me toca, perdoo-te e encerro definitivamente este assunto.
Já o mesmo não posso fazer com a rapariga que me magoou profundamente, pois que senti como uma deplorável perfídia a atitude que ela adoptou em relação a mim. De qualquer forma também esse assunto fica encerrado - agora que tenho a certeza que ela já sabe o que penso dela e que apresentei a minha versão dos factos perante os/as colegas a quem ela, estouvadamente, terá apresentado outra versão.
Reduzi a escrito tudo o que se passou, numa forma ficcionada. Aproveitei o ter algo para contar para exercitar a minha medíocre escrita. Não tenciono, nem nunca tencionei, publicar. Se “ameacei” tornar tal escrito público foi apenas, para, no teu caso obrigar-te a reflectires sobre o teu ignóbil acto e, no caso dela, para que, sentindo-se incomodada com as acusações que lhe dirigi, se obrigasse ao que sempre se recusou, a dialogar (neste caso não surtiu efeito, espero ter tido mais sorte no teu).Tal escrito destina-se exclusivamente aos olhos de duas ou três pessoas com capacidade para rever, corrigir, aconselhar alterações aos aspectos formais. Esta atitude insere-se num percurso de aprendizagem da escrita, que é, para mim, assunto muito mais importante do que os enredos da vida social e a própria Fotografia.
Consideração final: Já passei por duas grandes empresas que, tal como esta instituição, integravam centenas de trabalhadores. Em ambas testemunhei inúmeros casos de conflitos, atritos e choques entre o pessoal. Não estou admirado nem chocado com o acontecido agora. É natural nas relações sociais entre pessoas e mais ainda em empresas de grandes dimensões. No entanto, quando não se abre a porta ao diálogo as coisas podem atingir proporções incontroláveis e, por vezes, dramáticas. Não foi o caso. Não me parece que tal pudesse ter acontecido, mas fica a advertência para os mais inexperientes.




...e eu sem uma 135! E o espectáculo a prosseguir devagar... devagarinho. Como quem hesita, o dançarino "passeia" pelo palco...ao ritmo do pigarrear de umas gargantas apertadas, lá para o meio da assistência. Com meia hora de lentos volteios, a dança perde o seu segundo espectador. O dançarino, esse, constrói poses de deslumbrante efeito plástico, moldando o corpo no contorno das sombras, e dos sons.
A dança continua mas, agora o som avança e a luz recua para 1 obscuridade que não revela, logo, os reparos em que vem o artista. Estrebucham os de cá, por não compreenderem o de lá. Solta-se uma voz em despeitado desabafo de ininteligível mensagem. Eu, dividido entre permanecer acoitado na plateia ou correr 400m até à Câmara e agarrar a Canon, atendi aos 100kg que calam mais fundo e continuei-me por ali. Acariciei a Olympus, deslizando o indicador pelas curvas superiores até ao gatilho do zoom. Afinal, era com ela que estava, para quê pensar noutras? A soirée dançante escorregava para o clímax e eu não o sabia...
Movimento...at last! A descoragem afoga os impropérios na mescla da génese vocal e, paridos por bocas medrosas logo se esborracham no chão, sem eco, sem história, sem transmissão. Apenas um ignoto mal-estar trespassa o ambiente. - Mas, ele só tem aquele avental? perguntou um murmúrio claro. E a miúda da cochia da 6ªfila, estupefacta (estúpida de facto?) pergunta à mãe, ou tia: - O homem está nú? A pergunta fez ricochete na esquerda baixa, junto à porta de serviço, atingindo todos, no ir à Cafetaria, no fim (porque tanta força mental exige recarga!). Eu, fico-me, digitalmente apático. Afinal tive todo o tempo espreitando pela janelinha, longe. Apenas, testemunha!