Dom Sebastião e o Vidente

«... Apesar do seu mester de puta, fora sempre uma mulher temente a Deus, nunca deixando de dar esmolas para a Igreja ou de ir nas procissões de penitentes quando o trabalho lho permitia e, durante os anos de encarceramento nas prisões do Santo Ofício, suplicara em vão por um padre que a ouvisse em confissão, mas tal privilégio era apenas concedido aos moribundos e nem esse parco consolo lograra obter dos inquisidores.
Ao contrário de muitas companheiras de ofício, jamais se entregara a práticas de feitiçaria, nem usara receitas ou filtros para prender um amante, como abafar um peixe vivo na madre e servir-lho cozido, feito de que se gabava a amiga Angustias, amassar e moldar uma broa nas nádegas para lha oferecer acabada de sair do forno, segundo aconselhava a azougada Rosália ou ainda fazer-lhe beber uma mistura do seu próprio sémen com o sangue das suas regras, remédio infalível oferecido pela velha Francisca, de um bordel de Sevilha. Os inquisidores tinham certamente arrancado essas acusações à sua criada, às companheiras daquela noite lhe bastara o seu engenho e arte, além da beleza do rosto e da perfeição do corpo que, para bem e para mal dos seus pecados, lhe pusera aos pés, rendida em carne e espírito e com a bolsa aberta, a realeza de Espanha.
À vista do seu corpo nu, nem mesmo os padres inquisidores que lhe davam os tratos haviam escapado à tentação do desejo e ao pecado da luxúria. Apesar do terror e do sofrimento, não pudera deixar de ver o brilho lascivo dos olhos fugidios, o suor e a vermelhidão dos rostos convulsionados pelo alvoroço do sexo e do sangue, enquanto lhe afastavam as coxas e lhe escanhoavam a sedosa cabeleira entre as pernas, metendo-lhe os dedos brutais na vagina ou usando umas agulhas compridas para lhe esquadrinharem os lábios e o clítoris à procura do estigma maléfico, da marca da feiticeira, quando se inclinavam para lhe perguntar onde tens escondida a Garra do Diabo?, as línguas lambendo os beiços secos da volúpia com que observavam as contorções do seu corpo preso ao potro, arqueando-se a cada volta das cordas que lhe esticavam os braços e as pernas, até os seios parecerem rebentar-lhe no peito e as nádegas e coxas abrirem os seus íntimos, resguardos à concupiscência daquelas naturezas que os hábitos negros, os cilícios e os jejuns não logravam amortalhar: fornicaste com o Demo? praticaste o acto nefando da sodomia?
Não saberia dizer se era o remorso, se o medo do Inferno ou apenas a sua torpe perversidade que levava os padres inquisidores a encarniçarem-se com requintes de pasmosa crueza contras as partes do seu corpo que amantes poetas haviam outrora glorificado em canções e vilancicos já olvidados. Com os ossos quebrados e deformados, violada e sodomizada por toda a sorte de objectos rombos ou cortantes da infernal panóplia dos seus algozes que a rasgavam e mutilavam até à inconsciência da dor, usada e abusada na cela pelos carcereiros e guardas na impunidade da escuridão e do abandono, a sua pele de nácar e rosas tornara-se num pergaminho enrugado por roxas cicatrizes, donde pendiam as pregas dos seios queimados, sem mamilos, e a boca do seu corpo, fonte de desejos e duelos, era agora uma fossa pútrida a destilar venenos.
(...)
Um fio do pálido sol de Dezembro incidia nos cabelos do Desejado, arrancando-lhe fulgores de cobre que lhe manchavam o rosto de uma poeira dourada, acentuando o brilho azulado dos olhos. “Bastião! Bastião!”, gritou Luna Diaz com todas as forças do seu peito, erguendo as mãos para a tribuna, mas o nome que a sua dor soltou e a língua mutilada não pôde articular soou como um ronco animalesco de agonia que fez estremecer de asco el-rei D. Sebastião.»

“D. Sebastião e o Vidente”, de Deana Barroqueiro, Porto Editora 2006

"o paradoxo não é meu, sou eu"

Tenho opinião formada sobre certas coisas e formatada sobre outras. Sobre outras, ainda, não tenho qualquer opinião – coisa que me alegra muito. Porém, cheguei à conclusão de que discordo de mim próprio em muitas das coisas sobre as quais tenho uma opinião. O mais paradoxal, porém, é o facto de não concordar com esta opinião aqui expressa.

Ó Mestre, as homilias da Sagrada Igreja de Blog incluem o tintol, certo?



Uma substância química encontrada no vinho tinto pode ajudar a manter o coração "geneticamente jovem"
Investigadores da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram que o polifenol resveratrol parece capaz de parar as mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas à idade. Os efeitos parecem imitar os obtidos com uma dieta baixa em calorias - conhecida por prolongar a vida. Acredita-se que o resveratrol, também encontrado em uvas e romãs, pode ser uma das causas para o chamado "paradoxo francês" – a relativa longevidade dos franceses apesar de sua dieta rica em gorduras animais, prejudiciais ao funcionamento das artérias. Outros estudos já indicaram que um copo de vinho tinto durante as refeições pode ajudar a combater problemas do coração. Os cientistas de Wisconsin pesquisaram os efeitos do resveratrol em ratos de "meia-idade", olhando para o impacto no funcionamento dos genes do coração. O processo natural de envelhecimento em seres humanos e outros animais é marcado por mudanças nas funções de milhares de genes do órgão. Apesar de as consequências exactas dessas mudanças não serem totalmente compreendidas, acredita-se que contribuam para o enfraquecimento gradual do coração.
Epa, aí vem uma procissão de sorridentes ratos de meia-idade .
;)

[dois minutos não tinham ainda passado...]
Mas uma pesquisadora do Imperial College, em Londres, que examinou os efeitos do resveratrol em doenças do pulmão, disse que a substância não fica no corpo tempo suficiente para ter qualquer efeito. "A molécula de resveratrol é rapidamente retirada da corrente sanguínea e metabolizada pelo fígado", disse Louise Connelly. "Para obter qualquer efeito, você teria de beber galões de vinho, o que não é recomendável", completou. Connelly disse que a única maneira de os seres humanos absorverem os efeitos do resveratrol seria o desenvolvimento de uma forma da substância que superasse esse problema.
TINHA QUE SER UMA GAJA A LIXAR ISTO!!! E abstémia, aposto.

meio ambiente ou ambiente?

É verdade que a palavra ambiente também é adjectivo e que meios, há muitos, pelo que a expressão meio ambiente não está errada mas, por uma questão de preferência pessoal uso apenas a palavra ambiente para designar aquilo que muitos definem como meio ambiente. Seja o termo meio ambiente um pleonasmo ou não, a verdade é que por força de uso exagerado já não reconheço autenticidade na expressão. Acontece o mesmo com a expressão desenvolvimento sustentado que, abusivamente, se utiliza nas mais disparatadas aplicações. É apenas uma questão de "inflação" do vocabulário.

que é que ele fazia ao pilim?




Durante a Guerra da Restauração (1640-1668), a fé dos soldados portugueses atribuía a Santo António o êxito das acções militares, tanto que D. Pedro II, por alvará de 24 de Janeiro de 1668, determinou que, “por tão patriótico serviço”, fosse alistado como praça no Regimento de Infantaria de Lagos. No dia 12 de Setembro de 1683, D. Afonso VI promoveu Santo António ao posto de capitão. Em 25 de Março do ano de 1777, D. Hércules António Carlos Luiz Joseph Maria de Albuquerque e Araújo de Magalhães Homem, major comandante do regimento de Lagos, lavrava em auto e endereçava ao rei pedido para que o santo fosse promovido a major. Está registado: “certifico que não existe alguma nota relativa a Santo António, de mau comportamento ou irregularidade praticada por ele: nem de ter sido em tempo algum açoitado, preso, ou de qualquer modo punido durante o tempo que serviu como soldado raso no regimento: Que durante todo o tempo, em que tem sido capitão, vai quase para cem anos, constantemente cumpriu seu dever com o maior prazer à frente de sua companhia, em todas as ocasiões, em paz e em guerra, e tal que tem sido visto por seus soldados vezes sem número, como eles todos estão prontos para testemunhar: e em tudo o mais tem-se comportado sempre como fidalgo e oficial: e por todos estes motivos acima referidos considero-o muito digno e merecedor do posto de major agregado ao nosso regimento, e de quaisquer outras honras, graças ou favores que aprouver a S. M. conferir-lhe. Em testemunho do que assinei meu nome, hoje 25 de Março do ano N. S. J. C. 1777. Magalhães Homem”. No posto de capitão, Santo António recebia um soldo de 10.000 réis, que lhe foi abonado até 1779, ano em que passou a vencer o de 15.000 réis, como consta do livro de vencimentos e de vários mapas do regimento, existentes no Arquivo Histórico Militar.

Alice, no país das maravilhas

"De acordo Com O Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo Ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a Embaixada portuguesa em Londres.
Para que a mudança
fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.
Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro
Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.
Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.
É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.
A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 1ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.
O mesmo salário
daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais. Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos.
A nossa Maria
merece. Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 Portugueses com um salário de 500 Euros a descontarem à taxa de 20%.
Novamente, a nossa Maria merece!"

Merece, em nome do Progresso, do grande Choque Tecnológico!



amadores, é o que é


Pelos vistos o meu “vigilante Nº1" deixou de me visitar, ou terá mudado de “visual”?! É que o bip-bip soube sempre da presença do coiote (nestes episódios, apropriadamente denominado: Desertus-operativus Idioticus). Será que o coiote se cansou, mesmo, ou estará por aí à espreita?
É coisa lixada, eu sei. É como fazer perguntas a alguém, conhecendo de antemão as respostas. Serve apenas para dar, ao inquirido, a oportunidade de mentir. E eles mentem, coitados!

BIIIIIP! BIIIIP!!!

Governo protege e alimenta uma oligarquia. Tal como num Estado Fascista

Ignorantes, mentirosos ou demagogos?
29.05.2008, António Vilarigues
Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos cobrados na maioria dos países da União Europeia
1. 'Não há qualquer intuito de aliviar a carga fiscal dos produtos petrolíferos', garantiu Teixeira dos Santos. O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse que 'é falso' que os impostos sobre os combustíveis em Portugal sejam mais elevados do que a média da União Europeia. José Sócrates pergunta aos jornalistas se 'acham bem que quem não tem carro financie a gasolina?' e afirma que 'utilizar o dinheiro de todos os portugueses para financiar a gasolina (...) é transferir (o peso do custo da gasolina) do consumidor para o contribuinte'. 'Esquecendo' que os custos dos combustíveis utilizados na produção, transformação, armazenamento, transporte e distribuição dos produtos também entram na formação dos preços.
2. Miguel Ganhão, no jornal Correio da Manhã, informa-nos que os sete elementos da comissão executiva da GalpEnergia ganharam no ano passado 3,3 milhões de euros em salários (remuneração fixa mais uma componente variável). O que significa que, em média, cada executivo levou para casa 1315 euros brutos por dia. Mas, como não contabilizou as viaturas de serviço, os cartões de crédito, as ajudas de custo, a gasolina, os telemóveis, etc., pode-se afirmar, sem receio de enganos, que os 1315 euros por dia foram líquidos.
3. Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal, quer se inclua ou não impostos (e ainda não considerando os últimos aumentos), eram superiores aos cobrados na maioria dos países da União Europeia. É isto que afirma e demonstra o economista Eugénio Rosa.
Mas, afinal, como se formam os preços que nos cobram as petrolíferas em Portugal? A generalidade das empresas calcula os preços dos seus produtos de forma a cobrir os seus custos efectivos e adicionar uma margem de lucro. As petrolíferas não. Elas recolhem os valores dos preços dos produtos refinados (gasolina, gasóleo, etc.) no mercado de Roterdão em cada semana e depois calculam a média em relação a cada produto. É o valor assim obtido para cada um dos produtos que é o preço, sem impostos, a que vendem os combustíveis em Portugal.
Só que, como é evidente, esse preço de Roterdão incorpora a especulação que se verifica todos os dias no mercado internacional do petróleo. Especulação determinada pela entrada maciça dos chamados fundos de investimento, cujas aplicações se multiplicaram, como indica Eugénio Rosa, por 30 vezes nos últimos meses. Objectivo? Controlar a oferta, o que estão a conseguir, e assim imporem preços especulativos e, consequentemente, embolsarem gigantescos lucros. O que está a suceder.
Para se ter uma ideia de como a Galp, e as outras petrolíferas, se estão a aproveitar da situação é necessário ter presente um facto fundamental. Os combustíveis que as petrolíferas vendem em cada dia que passa foram produzidos com petróleo comprado entre dois a dois meses e meio antes. E o custo do petróleo assim adquirido é obviamente inferior ao preço do petróleo que é utilizado pelas petrolíferas para calcular os preços de venda, sem impostos, dos combustíveis que cobram aos portugueses. Os dados oficiais da Direcção-Geral de Energia aí estão para o confirmar (http://ocastendo.blogs.sapo.pt/279907.html).
Tudo isto se passa com o conhecimento e perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência, do Governo e da Autoridade da Concorrência.

Nota final: Tenho acompanhado com interesse crescente a intensa actividade de Paulo Teixeira Pinto. Passados mais de cinco meses, continuo sem perceber o porquê de ter sido dado como 'inapto para trabalhar' por uma junta médica. E estar por isso a receber de reforma 35 mil euros mês. Agradeço aos leitores que me esclareçam se esta falta de compreensão é só minha. Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

vulgaris personae

Está a baixar a qualidade das pessoas? Olho em redor e só vejo afastarem-se aqueles que considero melhores, ou a serem afastados por outros, mauzinhos. Nunca tive consideração por pessoas que considero piores do que eu, com quem dificilmente aprenderia algo interessante, não perco tempo com elas. É coisa de egoísta, de quem não quer dar mas apenas receber, bem sei; mas, não tendo grande consideração por mim próprio, sempre esperei que o relacionamento com gente superior me influenciasse, transformando-me numa pessoa melhor. E fico preocupado, porque perco essa influência benigna. Ou será que, no fundo, essas pessoas não são piores do que eu mas, tão-somente, semelhantes a mim, gente medíocre? Como raios hei-de saber, se esta limitação imposta pela minha mediocridade não me permite avaliar isto comme il faut?!

do Camilo

Camilo Castelo Branco - Amor de Perdição
(edição genética e crítica de Ivo Castro)
recensão crítica por João Dionísio aqui
Outro resultado da análise do manuscrito é a percepção de que Camilo não tem ao escrever «um plano completo da narrativa, com todos os pormenores das suas peripécias» (p.69) e a caracterização da escrita camiliana sustentada por esta análise vai bastante além do estereótipo da redacção mental como oposta ao artesanato no papel (p. 70).
Eu, quando escrevo coisa mais extensa, nem tenho sequer a definição concreta do enredo e, sem isto, como poderia ter o plano completo da narrativa? Artesanato no papel, ou indecisão nas opções do conteúdo?
A ver se leio, e aprendo alguma coisa.

Justo

Acabei o trabalho somativo para a disciplina de História Contemporânea, sobre o tema "O Estado e a intervenção social nos dias de hoje", mas apetecia-me era enviar o texto abaixo, recebido há pouco por mail (mas que já conhecia desde meados de 2007), à laia de trabalho académico. Até porque se enquadra perfeitamente na dimensão de texto exigida pela docente. Porém, desta vez poupo a coitada da Professora, ou da Auxiliar, ao choque da leitura do desassombrado libelo que um revoltado compatriota nosso endereça aos governantes. Aos que se sentirem chocados com o vocabulário reproduzido só posso dizer que vos arriscais a ser justos como o c.......

«Justo é o CARALHO.
Parece que o Primeiro-ministro terá dito que desta vez os sacrifícios serão distribuídos de forma mais justa. Mais Justa é o CARALHO!!!

São 23 horas, cheguei agora a casa e trabalhei hoje doze horas. O meu filho já esta a dormir. Este ano já paguei em impostos e multas dezenas de milhares de euros, todos os meses pago um balúrdio de TSU, tenho custos financeiros indescritíveis por causa da forma como é cobrado o IVA, pago o PEC sobre um rendimento que pode não acontecer e este filho da puta vem-me dizer que os sacrifícios serão distribuídos de forma mais justa??? O CARALHO!!!
Tenho semanas durante o ano em que trabalho 20 horas por dia, este fim-de-semana não sabia sequer que dia era, no dia da greve de uma chusma de paneleiros andei na estrada a pagar portagens e a trabalhar para poder pagar impostos, comecei numa puta duma garagem sozinho e dei trabalho a uma carrada de gente a quem pago o IRS, a Segurança Social, Seguros de Trabalho e todas as taxas que o estado me exige, não negoceio salários brutos, por isso que vão para o CARALHO com as contribuições dos trabalhadores, pago salários decentes e recuso-me a pagar o salário mínimo a seja quem for, investi e perdi, arranjei-me, voltei a investir e falhei de novo, recuperei e investi de novo e consegui.
E estes paneleiros do CARALHO vêm agora dizer-me que os sacrifícios são distribuídos de forma justa???; como o Guterres que fodeu o pais todo com o rendimento mínimo garantido, a pior opção económica de sempre, nem sabem sequer o que é não dormir, desesperar, cair e levantar sem pedir um tostão que seja ao filho da puta do estado?! Nem subsidio de desemprego nem o CARALHO?! E tenho que ouvir todos os dias as queixinhas dos policias, dos funcionários, dos professores com horário zero (!), dos funcionários dos correios, dos anacletos e afins, que fujo ao fisco, que exploro os trabalhadores, que tenho que pagar mais impostos, que sou um parasita?!
Já paguei todos os impostos de facturas que até agora não consegui cobrar (IVA e IRC), paguei IRC sobre stocks que não sei se algum dia conseguirei vender e os sacrifícios são distribuídos de forma justa?! Justo é o CARALHO.
Os 2000 funcionários da CM de Albufeira trabalham das 9h às 15h com intervalo para almoço e de caminho a mesma CM entrega e paga serviços a empresas privadas; decidiram mudar a escada da parte velha, fecharam-na, derrubaram a antiga e colocaram a estrutura em metal, e após quinze dias retiraram a mesma estrutura e colocaram-na em madeira! E ainda queriam fazer um elevador até à praia!!! E eu pago. Num qualquer Instituto mais de 50 chulos tratam de 9(!) putos. E eu pago. Substituem administradores pagando indemnizações, contratam o Fernando Gomes e o Nuno Cardoso (!!!!). E eu pago. Inventam Institutos e Fundações. E eu pago. Inventam as SCUTS. E eu pago. O PEC. E eu pago. O Presidente apela ao patriotismo. E eu pago.
Sr. Presidente, com todo o respeito que me merece: Vá-se foder! Você e os camaradas no avião fretado para irem passear para a China.
A CM de Paredes de Coura faz Parques de estacionamento sem trânsito. E eu pago. O anacleto Sá Fernandes rebenta com o CARALHO do orçamento da CM de Lisboa. E eu pago. O Sócrates vai à bola de avião Falcon da Força Aérea. E eu pago. Sacrifícios???!! De quem, CARALHO?! Prestam-me um serviço de merda na saúde, a educação é tão miserável que sou obrigado a por o meu puto num colégio privado, nem me atrevo a cobrar dividas em Tribunal devido à miséria que é a Justiça. E pago. Preciso de uma puta de uma cirurgia e tenho dezasseis mil pessoas em lista de espera, pelo que se não tivesse um seguro de saúde estaria como milhares de desgraçados que se calhar já morreram. E eu e eles pagamos. Os sacrifícios são distribuídos de forma justa? Como, CARALHO?!
E aquela esfinge paneleira de óculos que preside ao Banco de Portugal, que ganha mais que o secretário do tesouro dos E.U.A., está à espera de colectar mais 0,03% do PIB com o aumento do IVA? Pois tenho uma pequenina novidade para o reconhecido génio. Talhos, advogados, lares, lojas de móveis e outros pequenos negócios que conheço já têm a contabilidade e pagam impostos em Espanha e eu, assim seja possível, no ano da graça de 2008 pagarei todo o IVA, IRC e contribuições em Vigo. A chulice destes filhos da puta que vá cobrar ao CARALHO!!! E quero que se foda a solidariedade e a conversa de merda porque não me sai do corpo para o dar a chulos. Por alma de quem? Mais Justo?!»

O desmantelamento da PJ

Eu já tinha dito aqui que o Director Nacional da PJ era o “director da comissão liquidatária” da própria instituição. Liquidatária da, já, escassa independência que esta possui em relação ao poder político. Ao perder a tutela do Ministério da Justiça para se integrar, ao lado da GNR, PSP e SEF, sob a tutela do Ministério da Administração Interna, a PJ vê coarctada essa independência, e aumentado o controlo directo por parte dos governantes. Excelente estratégia para abafar as investigações de crimes praticados pela classe política. Aposto que a classe, e os amigos endinheirados – financiadores e beneméritos das dinâmicas eleitorais e de negócios menos claros –, deixarão de ser alvo de investigação de crimes de pedofilia, lenocínio, corrupção e demais velhaquices em que são pródigos. Outra coisa não era de esperar do PS, sendo certo que o meu PSD também tem culpas no cartório. E siga a palhaçada na república das bananas fundada pelo iluminado Soares.

De facto...

Um: - Olha que o “facto” agora já é para ser escrito sem “c”!!!
Outro: - Olha que o reparo, vindo de quem não consegue construir uma frase aplicando correctamente a sintaxe da língua portuguesa, é, no mínimo, caricato. Quero lá saber das novas formas do grafismo da língua! Não percebes que a aplicação prática do acordo é algo que acontecerá gradualmente? Aposto que já foste comprar um “tratado do acordo”, não? Nunca vi, como hoje, tantos expoentes da iliteracia pronunciando-se sobre tais questões. Nenhum escritor deixará de usar a ortografia que sempre utilizou, de um dia para o outro, nenhum poeta sucumbirá aos ditames de qualquer acordo. É nas salas de aula e nos manuais escolares que o acordo iniciará a sua prática. Quanto ao resto deixemo-lo ao sabor do tempo e da adopção progressiva por parte de quem escreve, e da actualização dos programas informáticos de correcção ortográfica. Que raios querem discutir? A Língua é dinâmica, como a língua que saboreia, modula o som e apimenta o beijo. E o seu dinamismo deve ser natural, como naturais são estas coisas.
Uma discussão, aqui.

Por um ensino afectivo


As principais diferenças do ensino entre a Itália e Portugal fundam-se no facto da Itália ter exportado uma invenção de dúbia virtude no que toca à aplicação no nosso país já que, até ao momento, apenas parece servir para sacar mais dinheiro aos papás dos estudantes e permitir o desinvestimento do estado na área do ensino superior. Falo do tal Processo de Bolonha. Ao invés, o nosso país, sempre mortinho para imitar e seguir modas e ditames da estranja, limitou-se a importar o dito acordo. Isto já era mau, mas o pior vem a seguir.
O fosso maior do nosso atraso é demonstrado modelarmente pelo facto dos alunos das escolas portuguesas recorrerem aos telemóveis para matar o tédio das aulas enquanto, na Itália, país muito mais avançado e distante deste cu da Europa, uma professora de Matemática permitir aos seus alunos que a apalpem*. E eles, serena e ordeiramente, aguardam a sua vez. Que maravilha, que avançada concepção de educação e ensino.
Será que a brilhante professora instituiu também um sistema de prémios para os bons alunos? Tipo: ao melhor colegial, uma noite de “prática da trigonometria do triângulo”, seguida de “Rotações”; ao segundo, uma sessão de “Estatística aplicada ao felatio” e ao terceiro um exercício de “Cálculo de Probabilidades de esfreganço, em nu integral”. E poderia seguir por aí fora, com prémios como: “teoria das circunferências adjacentes – recuperações da memória da amamentação”; “O strip tease e o Espaço – uma outra visão”; “Equações de Cunnilingus”; “Proporcionalidade Inversa e Representações Gráficas nas Manipulações Digitais ”; “Quantidade de Orgasmos – Os números reais. Inequações”.
Educativamente, aposto que seria coisa muito positiva ou, como se diz hoje: tipo, bué de fixe! contribuindo, simultaneamente, para exercitar a libido e acalmar as hormonas pululantes dos jovens. Imaginam o apego com que os nossos estudantes se agarrariam aos livros? Então poderíamos apregoar com toda a propriedade: Jovem, o estudo realiza as tuas mais profundas aspirações! Desgraçadamente, tais cogitações não passam de vislumbres de um ensino que podia ser efectivamente verdadeiro e, verdadeiramente... afectivo.

*Segundo notícia publicada hoje no herdeiro do Jornal do Incrível. Refiro-me, claro, ao Correio da Manhã.

Qual Lego


Resposta ao Mestre TheOldMan
Quando era miúdo o meu pai ofereceu-me um jogo daqueles que tentavam imitar essa invenção superior proveniente de terra viking, o LEGO, este talvez de origem espanhola – que nesses tempos ainda as lojas chineses não salpilhavam* a paisagem urbana e a nossa imaginação –, era uma caixa cheia de peças plásticas com buracos: chassis, tirantes, rodas dentadas, tubos, parafusos e porcas, e as respectivas chaves de bocas para fixar os componentes dos vários engenhos que o conjunto permitia construir. Uma maravilha para os dedos e para o cérebro de um puto de sete anos, digo-vos. Até hoje, foi, de todas as coisas que me ofereceram, a mais parecida com as palavras – embora muito aquém das possibilidades construtivas destas. Desfeita a caixa, esmagada pelo peso dos anos, gastas e dispersas as peças e as ferramentas que as juntavam, desaparecido o jogo nos confins da memória, não desapareceu, porém, esse prazer, essa vontade de juntar peças, inventar puzzles, montar edifícios, máquinas eficazes ou complexidades inoperantes, agora com as palavras. Mais além do que as construções estáticas que evocavam, e por vezes uma elementar acção dinâmica – lembro-me que podia construir uma grua porque existiam também roldanas, um fio e um gancho –, é com as palavras que consigo construir coisas mais robustas ou delicadas, fixas ou móveis, capazes de dar a volta ao Universo, coisas que permitem edificar cidades, criar mundos, viajar para todo o lado dentro e fora de mim. Continuo, pois, a brincar com aquele jogo, acrescentado de muitas e variadas formas, construindo, reconstruindo, empoleirando partes, equilibrando peças. É o que me permitem as palavras. E cada vez mais, à medida que vou aperfeiçoando as ferramentas, essas chaves de bocas que as colocam, acertam e apertam nos devidos lugares. Brincadeiras de miúdo, simplesmente. Quanto à loucura, vai saudável. Obrigado, mestre!
;)

Arre… inventei um vocábulo, ou uma palavra ó u camandro!!!
*SALPILHAVAM: dispersão de lojas chinesas pela paisagem do império imaginário conhecido por Portugal, com o intuito de extorsão subtil e persistente das moedas que sobram do exercício da nacional chulice dos bancos e do estado sobre os cidadãos do referido império imaginário.

O fobicoiso

Perguntou se eram pesadelos que o atormentavam ao que respondeu que não porque quase nem dormia. Sonhava às vezes, mas acordado. Via imagens de homens primitivos assustados que se afastavam da água com medo de nela submergirem e se afogarem, e que tinham medo do escuro. Um medo animal, visceral, intuitivo de quando ficavam mais vulneráveis às feras, aos predadores.
Também ele tinha medo do escuro, um medo que partilhava com esses homens primevos. E depois, era o silêncio, um silêncio impenetrável que os ruídos da rua, a melopeia da cidade, os gritos das crianças a caminho da escola, batiam nesse muro de silêncio que o envolvia e resvalavam para a sarjeta, uma sarjeta enorme de bocarra escura gradeada, jazendo lá em baixo, no fim da alameda.
Desperto, eram as memórias de outros medos. O medo de não suportar a carga de trabalho, o medo de perder o emprego, o medo de não ter dinheiro. E reflectia que, afinal apenas tinha medo de coisas que conhecia e não, como lhe fizeram crer durante tanto tempo, o medo do desconhecido.
Porque sentia aqueles medos? Seria por transportar em si um ideal de perfeição e excelência, a par, e em conflito com a consciência da sua mediocridade? E as coisas novas, as mudanças que o mantinham afastado do mundo exterior e recluso em si próprio, não constituiriam mais um medo, talvez emergente do receio de falhar? E não seria, isto, consequência de um orgulho desmedido, que o levava a estabelecer um padrão de comportamento inatingível para ele e para os outros?
Ali estava, no espelho, exactamente real, duplo: o homem que tem consciência e confessa os seus erros, as suas fraquezas, os seus medos, e o outro, o que os pratica e sente. Pois os dois não são o mesmo.
Mas ele sabia que Júlio César também tivera medo do escuro. Sabia que os psiquiatras identificavam tais fobias com transtornos emocionais, ansiedades provocadas pelo ritmo de vida anormal à natureza humana. A pressão da expectativa, a espera do amanhã e das respostas colocadas hoje. Estes, não eram medos racionais.
Ligou o telecérebro e pronunciou, em voz clara, a palavra “Fobia”. Logo o aparelho respondeu: - Fobia, é uma palavra de origem grega phobos que significa acção de horrorizar, amedrontar. É um estado de angústia que se traduz por uma violenta reacção em evitar o agente causador da fobia, e que sobrevêm de modo relativamente persistente, quando certos objectos ou situações têm lugar, são mencionados ou, simplesmente, imaginados.
Respirou fundo e fechou os olhos, ouvindo atentamente as palavras debitadas pelo aparato, esperançoso de que aquela explicação científica lhe removesse todos os medos que sabia infundados. Que aquelas palavras lhe apoiassem a razão. Que tudo aquilo desaparecesse de vez. E a voz modulada, tranquila e afável continuou: - Os medos são intensos e opressivos diante da situação ou objecto específico. A denominação das diversas fobias observa geralmente uma relação etimológica com as situações que as despoletam. As fobias específicas como a claustrofobia p. ex., começam no final da infância embora a agorafobia se forme mais frequentemente entre os 20 e 30 anos de idade. As fobias são medos desproporcionais diante de situações, objectos ou animais, que, geralmente, não causam efeitos semelhantes a outras pessoas. Para que exista uma fobia tem que se verificar uma série de requisitos; deve tratar-se de um medo desproporcional com respeito à situação que o provoca; a sua vítima procura evitar essa situação pois conhece os efeitos. Porém, o indivíduo possui consciência plena da irracionalidade do seu temor mas é incapaz de o controlar…
Bruscamente, desligou o telecérebro, horrorizado com o que acabara de ouvir. Correu para o guarda-roupa esgueirando-se para o seu interior e trancou as portas de tabuinhas trincadas. Ali, estava a salvo.


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Considerando que apenas sofro de fobia das alturas, não sei porque raio escrevi isto. Desconfio de uma obsessão relacionada com o título do blogue: pretensa necessidade de o justificar?!

A Bíblia - um espectáculo hilariante

“A Bíblia - Toda a Palavra de Deus (sintetizada)” de Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor, pela Companhia Teatral do Chiado, numa encenação de Juvenal Garcês.
«Representações a uma velocidade de cortar a respiração de João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro, desmistifica sem desrespeitar e parodia sem satirizar algumas das principais questões suscitadas pelos textos sagrados e pelo cristianismo, pedindo apenas ao público uma "suspensão da seriedade e uma entrega sem pudor ao discurso humorístico da obra, à genialidade da encenação e à qualidade irrepreensível das interpretações"» in http://www.companhiateatraldochiado.pt/
Espectáculo em tudo superior ao das “vedetas” que, na semana anterior, não foram mais de que um pálido arremedo dos monty pyton.

as reformas

Sujeitos a um sistema de avaliação criado para resolver um problema de despesa pública, e não para os avaliar, os funcionários públicos são, mais uma vez, os bombos da festa. E no privado, muitos trabalhadores aplaudem satisfeitos por, finalmente, esses privilegiados da função pública verem também, agora, o seu futuro mais sombrio. Esquecem-se, estes, que, se até hoje os patrões não lhes cagaram em cima, isso deve-se ao facto de os níveis de remuneração e “regalias” da função pública se ter estabelecido como termo comparativo. A partir de agora, valendo um emprego o que vale na função pública, não esperem os “da privada” quaisquer melhorias, antes pelo contrário. Dissolve-se o termo de comparação e, com ele, as últimas peias impeditivas das vampirescas orgias do patronato.
Muito mais haveria a dizer sobre as (i)lógicas dos sistemas de avaliação impostos pelo Governo, de que o caso dos professores é mero exemplo, mas não já me parece produtivo citar, recitar, brandir e esgrimir razões, fazendo coro com a vasta miríade de bloguistas que emprestam o seu tempo e a sua pena a tais objectivos - sendo certo, ainda, que muitos o fazem melhor do que eu, e com mais propriedade. Já nem vinga a convicção de que quantas mais vozes a bradar, mais claro e longe se ouve o brado. Antes pelo contrário, desconfio. Coisas da inflação discursiva? Por isso, silencio a decepção, o descrédito e a desesperança no país, nestes políticos, na democracia, na república, no regime. E mais palavras para quê, se a poia não deixa de ser merda, mesmo sinalizada na axadrezada e puída calçada portuguesa em que diariamente arrastamos os pés?!

no dia das bacantes

Uso da burka ou do niqab proibido no Algarve.
«Faço saber que pelo regulamento policial d’este Governo Civil, de 6 do corrente mes, com execução permanente, aprovado pelo governo, determino o seguinte:
Artigo 32º – É proibido nas ruas e templos de todas as povoações deste distrito o uso dos chamados rebuços ou biôcos de que as mulheres se servem escondendo o rosto.
Artigo 33º – As mulheres que, nesta cidade, forem encontradas transgredindo o disposto no precedente artigo serão, pelas vezes primeira e segunda, conduzidas ao comissário de polícia ou posto policial mais próximo, e nas outras povoações à presença das respectivas autoridades administrativas ou aonde estas designarem, a fim de serem reconhecidas; o que nunca terá lugar nas ruas ou fora dos locais determinados; e pela terceira ou mais vezes serão detidas e entregues ao poder judicial, por desobediência.
Parágrafo único – Esta última disposição será sempre aplicável a qualquer indivíduo do sexo masculino, quando for encontrado em disfarce com vestes próprias do outro sexo e como este cobrindo o rosto.
Artigo 34º – O estabelecido nos dois precedentes artigos não terá lugar para com pessoas mascaradas durante a época do Carnaval, que deverá contar-se de 20 de Janeiro ao Entrudo; subsistirão, porém, as mesmas disposições durante a referida época, em relação às pessoas que não trouxerem máscara usando biôco ou rebuço.

Artigo 41º – O presente regulamento começa a vigorar, conforme o disposto no artigo 403º do código administrativo, três dias depois da sua publicação por editais – Governo Civil de Faro, 28 de Setembro de 1892. – Júlio Lourenço Pinto.»









Um toque de Brise!

Exemplo simples da arte de representar e fazer filmes.
(e este senhor concorda comigo ou, melhor, eu concordo com ele)
Tónico purificador do ambiente e desintoxicante do veneno holiwoodesco, dessa cultura da anti-cultura, imagem de marca desse chavasqueiro mental que são os States, que me emporcalha permanentemente o ecrã televisivo.
Norte-americanos; cultura boçal, frívola, fútil, imbecil.

Sherlock Holmes
diariamente, às 21h15 na RTP Memória

G factor

Cientistas afirmam ter localizado o ponto G das mulheres

(…) é um facto que, até hoje, as provas científicas da sua existência não abundam. Existem, sim, testemunhos de mulheres que garantem ter orgasmos vaginais - por oposição àquelas que têm orgasmos clitoridianos ou que não têm orgasmos - e de mulheres que relatam mesmo uma ejaculação semelhante à do homem durante o orgasmo. Mas os dados são subjectivos e pouco fiáveis.
Essa situação poderá mudar em breve, se se confirmarem os dados preliminares obtidos por uma equipa de investigadores italianos, que adoptaram uma abordagem diferente, através da ecografia ginecológica, para tentar visualizar o ponto G. (…) : as glândulas de Skene. Também conhecidas como "próstata feminina", estas pequenas estruturas comunicam com a uretra e poderão ser o sítio onde tem origem a ainda mais hipotética ejaculação feminina, uma descarga de líquido para a uretra que algumas mulheres afirmam ter ao mesmo tempo que o orgasmo vaginal. Para Jannini, os últimos resultados vêm reforçar o elo entre as glândulas de Skene e o ponto G.
(…)
O que vem a seguir? "Estamos agora a determinar quantas mulheres têm um ponto G", diz-nos Jannini. "Isso é fácil e é apenas uma questão de tempo: queremos ter pelo menos 200 participantes antes de publicar."
Mas, "o que é mais importante", os investigadores estão já a pensar em possíveis fármacos que permitam aumentar o ponto G das mulheres que o têm. "Estamos agora em vias de mostrar que o ponto G (tal como o clítoris) depende dos níveis de testosterona em circulação", salienta Jannini. "Trabalhamos com mulheres que tiveram uma menopausa precoce e que, como apresentavam níveis patologicamente baixos de testosterona, recorreram a um adesivo de testosterona (à venda na Europa há seis meses). E os nossos resultados preliminares indicam que, durante esse tratamento, o tamanho do ponto G destas jovens mulheres aumentou." Vem aí o "Viagra" feminino?
Público 21.02.2008, Ana Gerschenfeld
Mais uma cena para chatear a cabeça de algumas mulheres (“eu também quero!”) mas, sobretudo, as de muitos homens (os grandes “mestres da sexologia” caçadores/reveladores de pontos G)?!

TGV - óptima reflexão

Não sei quem é o autor do texto abaixo, que recebi por mail, numa dessas mensagens que desaguam em milhentas caixas postais de utilizadores da Internet, mas acredito que não se importará que reproduza aqui a sua reflexão, pois parece-me muito sensata. Claro está que quem manda no país é que decide (Banca e Construtoras), de acordo com os seus interesses, interesses que corrompem a torpe classe política portuguesa. E a decisão é, mais uma vez, encher os bolsos à custa dos labregos portugueses.
Travar para pensar
Experimenta ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dás contigo num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros. A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.





reflexões

Existem pessoas que só pensam em dinheiro, sexo e bebida... eu sou uma delas!
Desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
A humildade é uma coisa estranha. No momento em que achamos que a temos... já a perdemos.
Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira.

A Democracia Rançosa 2

PJ – Alvo a abater
«Digo-vos com a simplicidade do que não deve ser dito: sinto-me tão independente como sempre, serei tão independente como sempre.»
Dr. Alípio Ribeiro, no seu discurso de tomada de posse como Director Nacional da Polícia Judiciária – 10 de Abril de 2006
Face ao recente volte face do caso Maddie, como devemos entender, agora, as palavras do Dr. Alípio Ribeiro? Independente como sempre, ou acto intencional do mandatado liquidatário do que resta da melhor polícia de investigação criminal que o país teve até hoje?
Vejamos o que gritam os políticos dos dois grandes partidos. Uso o discurso de um político do meu partido por estar mais à mão (e porque do outro tratarão, à frente, vozes mais abalizadas).
«Rui Rio afirmou entre outras coisas que o poder político é fraco e que o problema do País é político e não económico. E sustentou esta sua afirmação com o facto de cada vez estarem criadas menos condições para que as pessoas se sintam atraídas pela política. Acrescentou que se tem que acabar com atitudes demagógicas em relação aos salários dos políticos, e que estes têm que ser bem pagos, sob o risco de não se atrair para a política os quadros mais qualificados. Logo, menos gente, mais mediocridade, menos capacidade política para resolver os problemas económicos do País (…) Mas Rui Rio foi contundente quando afirmou que o maior problema do País é a JUSTIÇA e que esta está a invadir o Poder Político. Por tudo e por nada se aplicam providências cautelares, o que resulta numa degradação do Poder Judicial. É preciso travar a politização da Justiça e é mesmo necessário que os Juízes sejam avaliados, porque, na sua opinião, não podem estar acima dos comuns mortais.
Quanto à Comunicação Social, acha Rui Rio que ela é cada vez menos social e que devia estar condicionada.»
Nídio Duarte in O CONGRESSO DO ALGARVE E RUI RIO - CanalLagos 20-11-2007


E quando eles conseguirem controlar a polícia e os tribunais, deixam de existir políticos arrolados em processos de corrupção, pedofilia, peculato, e outros mais e, se, mesmo assim, algum episódio escapar às “anti-malhas” da justiça, o controle da comunicação social impedirá que o eleitorado tome conhecimento de tal facto. Serão necessárias mais evidências de que está em marcha um processo de desdemocratização do país?
Vejamos o que está a ser feito, no intuito de tornar todas as polícias directamente dependentes do Governo. Atentemos no que dizem os profissionais da Polícia Judiciária.
«Inspector diz que PSP e GNR querem extirpar PJ
A situação que vivemos actualmente é a mais recente tentativa de enfraquecimento e de, pelos vistos, desmantelamento da PJ." Esta é apenas uma frase de um documento elaborado pelo inspector Mário Coimbra, elemento da direcção da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC). No texto, o inspector declara ainda que o poder político não gosta das investidas dos "impertinentes" investigadores da PJ contra uma "impunidade confortável, opaca e imune".
Num documento intitulado "A crise da PJ vista do seu interior", disponibilizado em www.asficpj.org, Mário Coimbra descreve desta forma o actual contexto: "O Governo e certos governantes e políticos em especial já não se livram facilmente da suspeita de que ficaram incomodados com a investigação a certos crimes e que estão a reagir, pela via legislativa." O tom duro das críticas estende-se a "outros responsáveis colaterais que têm vindo a actuar face à PJ com o mesmo respeito que os abutres têm pelos despojos deixados pelos predadores". Daí que Mário Coimbra denuncie que está em curso a "mais recente tentativa de enfraquecimento e de desmantelamento da PJ". Enumerando, em seguida, os responsáveis: os "falcões" portugueses adeptos da "americanização" da segurança interna, "militares activos, reformados e desempregados que aspiram por uma guerra, os "políticos que fizeram carreira na Defesa, na Administração Interna e no SIS" e as "hegemónicas e imperiais chefias superiores da PSP e da GNR e respectivas inteligentsias, para quem a PJ é e sempre foi uma espécie de abcesso irritante no sistema policial, que tem de ser extirpado, custe o que custar, por absorção e/ou pulverização".
Mário Coimbra rejeita qualquer modelo de índole securitária que faça com que a polícia portuguesa caminhe para a "realização de operações à americana", defendendo a "cultura democrática" e a forte consciência ética e deontológica dos limites constitucionais e legais da investigação criminal e do combate ao crime".
Num registo irónico, afirma ser "impensável que alguém do Governo viesse dar uma ordem à PJ para investigar seja o que for, fora de um inquérito ou de uma averiguação sindicada" pelo Ministério Público. Ou que "alguém no interior da PJ tivesse a veleidade de começar a combater o terrorismo com as mesmas armas do terrorismo".
A finalizar, escreve o inspector, "seria absolutamente impraticável, que alguém do Governo mandasse a PJ vigiar um juiz, para lhe encontrar fragilidades, na vida privada, susceptíveis de serem utilizadas para condicionar a sua livre apreciação e decisão, num processo de corrupção com políticos poderosos". Tudo se passa, segundo o autor, perante um Ministério Público "distraído e apático". Ao DN, Carlos Anjos, presidente da ASFIC, disse que o documento de Mário Coimbra, que integra o Conselho Europeu de Sindicatos de Polícia (CESP), reflecte o actual estado de espírito interno na PJ.»
Carlos Rodrigues Lima in D.N. 07.04.06
E o Presidente da ASSOCIAÇÃO SINDICAL DOS FUNCIONARIOS DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL da POLÍCIA JUDICIÁRIA segue no mesmo tom.

«(…) Este governo absolutista, com o famoso PRACE – Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado – que todos conhecem pretende uniformizar toda a administração pública, independentemente das diferenças entre as diferentes profissões dos funcionários do Estado. Todos os funcionários públicos, nos últimos dois anos, foram confrontados com dificuldades acrescidas, impostas pelo actual governo, a coberto do urgente “Controlo da Despesa Pública”. Um controlo que parece estar a ser feito unicamente à custa dos funcionários públicos, estigmatizados como «parasitas do sistema».
Os estigmas lançados sobre os funcionários públicos foram de tal maneira intensos e recorrentes que até parece que foram estes que criaram o sistema em vigor; que durante anos ocuparam as cadeiras do poder executivo e legislativo; que atribuíram a si próprios e aos seus amigos, vencimentos exagerados e outras mordomias, bem como reformas, em muitos casos, iguais ou mesmo superiores às dos países mais ricos do mundo.
(…)
…ameaça maior que tem estado sempre latente e pendente sobre a PJ, qual Espada de Democles!: a apetência do Ministério da Administração Interna pela tutela da PJ; articulada com o ataque da PSP, não apenas a algumas das nossas competências, mas evidenciando um projecto de absorção da PJ, no seu todo – seja sob a forma de integração da PJ e do SEF, na estrutura da PSP; seja pela unificação das três forças numa só, a designada Polícia Nacional, uma pseudo nova entidade, que na prática seria formatada com a cultura organizacional da PSP. Não posso deixar de considerar que do lado de lá estão profissionais, diria mesmo, grandes profissionais, que nos conhecem muito bem (como nós os conhecemos), que nos têm vindo a estudar exaustivamente, tanto as virtudes como, principalmente, os nossos defeitos. Este ataque vem sendo preparado há anos (e ainda não parou) e quando no 1.º Congresso de Investigação Criminal, no Porto (Março de 2006) afirmei estar atento e que consideraríamos todos as OPA’s lançadas sobre a PJ, como hostis, não estava a filosofar, estava a falar bem a sério. Há muitos anos que os estrategas da PSP apostam no desaparecimento da PJ. Existem pelo menos dois livros no mercado editados pela Almedina, da autoria de dois oficiais superiores dessa instituição onde esse desiderato é claramente assumido, dizendo-se aí sem qualquer prurido, que a PJ não tem razão de existir e que somente por incapacidade politica e por medo de afrontar interesses corporativos (penso que sejam os nossos interesses!), é que esta situação não é resolvida, com a nossa integração nessa polícia global, possuidora de todas as valências: a PSP.
Primeiro, tentou retirar-nos a competência ao nível da cooperação internacional, através do já referido PRACE. Felizmente não o conseguiu. Da análise da factualidade tal como a conhecemos hoje, tudo nos leva a concluir que, como tal desiderato não foi conseguido pela via anteriormente referida, foi idealizada uma outra, mais refinada, susceptível de poder vir a produzir de outra forma, os resultados pretendidos. Assim, começou por se envolver a Universidade. Foi assim criado um protocolo com o Instituto Para as Relações Internacionais (IPRI), da Universidade Nova de Lisboa, e encomendado um trabalho, que tinha como título “Estudo para a Reforma do Modelo de Organização do Sistema de Segurança Interna”. A coordenação da equipa responsável por este estudo era, inicialmente, da responsabilidade do actual Ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira. Com a sua saída para o MD, o seu lugar foi ocupado por um outro catedrático, o Dr. Nelson Lourenço, pessoa que durante muitos anos trabalhou para a Polícia Judiciária, na área da estatística e demonstração de resultados. O caricato neste grupo de trabalho começou por ser logo a escolha dos assessores. Uma escolha que deveria ter sido reveladora da mais profunda honestidade, transparência e igualdade entre as forças de segurança a estudar, mas que se tornou escandalosamente no seu contrário. È que foram escolhidos somente um oficial superior da GNR e cinco oficiais superiores da PSP! Coincidência ou talvez não, dois destes são, precisamente, os mesmos que em trabalhos já publicados visam o fim da
PJ e a sua integração na PSP ou numa nova PN. As respectivas observações e argumentações são até repescadas, para esse estudo, sem grande alteração ou refinamento.
Curiosamente ou talvez também não, os países cujos modelos de polícias foram estudados por este grupo universitário do IPRI (Espanha, França, Bélgica e Áustria) são, precisamente, os mesmos que haviam sido estudos por um daqueles elementos da PSP, no seu trabalho de tese de doutoramento e publicado pela livraria já referida. Curiosamente ou talvez também não as conclusões do estudo recentemente publicadas são exactamente as mesmas a que chega aquele oficial da PSP. Quis o destino e o sentido de oportunidade da ASFIC/PJ, que quando a primeira parte desse relatório foi apresentada publicamente com pompa e circunstância, estivesse apta a lançar o livro com as principais intervenções do 1.º Congresso de Investigação Criminal, sobre esta matéria. Com uma vantagem para nós: não fizemos estudos em causa própria nem encomendamos favores, limitamo-nos a solicitar, indirectamente, a colaboração dos mais reputados especialistas sobre a matéria, de cada país, sem os conhecer.
(…)
Foi desta forma simples e honesta que foi possível travar, nessa fase, o curso do destino e a impetuosidade do MAI e dos seus «colaboradores». Mas, a verdade, é que estes «inimigos» da PJ não desistiram. Em Dezembro de 2006, apresentaram o Relatório Final, onde, claramente, no que concerne à organização do sistema policial, apontam como «o melhor cenário», o famoso «CENÁRIO X», que visa a manutenção da GNR e a integração de todas as outras forças policiais numa nova Polícia Nacional, onde coabitariam as actuais PSP, PJ e SEF. Tanto trabalho para chegar a uma conclusão tão previsível e a que tinham chegado já os tais assessores independentes, há meia dúzia de anos. Mas não se pense que este relatório não era importante ou que o governo não lhe atribuiu nenhum valor. Toda a reforma da Lei de Segurança Interna e a apresentação do novo Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), teve como única fonte inspiradora, exactamente este documento. (…) Muito mais importante do que os potenciais ganhos de carreiras ou outros, travámos, no último ano, uma luta terrível pela sobrevivência de um modelo de PJ, que deu e continua a dar provas de vitalidade e de eficácia, com profissionais que sempre desempenharam cabalmente a sua missão, tendo como objectivo único, o garantir uma melhor segurança e justiça a todos os seus concidadãos. (…) Assim, findas essas negociações, conseguiu-se que o governo não encerre nenhum dos DIC’s da PJ, (…) que ficaria confinada, apenas, aos grandes centros urbanos, perdendo não só informação, como uma visão global do país. Foram mantidas todas as competências da PJ. Opusemo-nos, tenazmente, àqueles que nos queriam empurrar para áreas muito restritas da criminalidade, circunscrevendo-nos a tipos de crime muito concretos, o que, no futuro, a nosso ver, poderia ser o fim da Instituição, a curto prazo. Nesta área, a PJ foi visada, não apenas pelos outros órgãos de Polícia Criminal, que queriam mais competências na área da criminalidade violenta e tráfico de droga, conforme atrás referi, mas também pelo Ministério Público, que queria e quer mais visibilidade na área do combate à denominada criminalidade de colarinho branco, querendo-nos manter, apenas, como uma espécie de funcionários especializados para todo o serviço, particularmente, para podermos ser responsabilizados pelos inêxitos das investigações, já que, relativamente aos êxitos, esses claramente teriam dono certo. Conseguiu-se ainda manter na orgânica da PJ, toda a área da Cooperação Internacional, bem como a Unidade de Informação Financeira, muito pretendida, principalmente, pelo Banco de Portugal, bem como o Sistema Integrado de Informação Criminal, como sistema central da informação policial, o qual continuará a ser gerido pela PJ.»
Excerto do discurso “BALANÇO DE GESTÃO DA DIRECÇÃO NACIONAL CESSANTE”, proferido por Carlos Anjos, Presidente da ASFIC/PJ no V CONGRESSO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO SINDICAL DOS FUNCIONARIOS DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL da POLÍCIA JUDICIÁRIA (ASFIC/PJ) - Lisboa, 26 de Março de 2007