passarinhos fritos

Eu, de Economia não percebo nada. Tirando os conceitos: DEVE, HAVER, EMPRÉSTIMO, DÍVIDA, DESPESA, SALDO, LUCRO, não domino mais. Mas vou fazer um esforço: Se bem compreendo a situação do país – e não é certo que compreenda –, o nosso problema, para além do facto de estarmos endividados (o país e os portugueses – até eu, que não contraí empréstimo nenhum), é que NÃO HÁ DINHEIRO. Quer dizer, os bancos não têm dinheiro.
Ora, se não há dinheiro porque raio aparecem, ainda, uns entendidos em Economia a defender a continuação de projectos que vão exigir dinheiro, justamente aquilo que não há?!
Esses projectos relançariam a Economia ou parariam a tendência de crescimento galopante do desemprego?! Já muitos disseram que não, e eu acredito neles. Porque nem o Aeroporto novo muda nada nos próximos anos nem o TGV se assume como peça fundamental ao serviço da criação de riqueza (nem serve de transporte de mercadorias!); quanto aos postos de trabalho criados temporariamente, iriam usufruir deles os imigrantes, maioritariamente… portanto estamos conversados.
Este país perdeu, ponto final. Quer dizer, está na merda. É tal qual uma equipa de futebol que já não pode com o cú, cujos defesas não se aguentam nas canetas e os avançados, trôpegos, deambulam vagarosamente pelo relvado, mas de quem os emplastros treinadores continuam a dar entrevistas enaltecendo o espírito de equipa e apontando a baixa prestação das equipas adversárias como consolo para a nossa tragédia.
Eu só faço comparações entre Economia e Futebol porque não percebo nada de uma e outra coisa.
Por mim, queimava estes gajos todos – políticos, economistas, futebolistas - na central energética de Sines. Sempre davam para acender as lâmpadas para o jantar de passarinhos fritos que se vai seguir daqui a pouco.
E pago os passarinhos com botões da roupa, como fazia em puto quando jogava ao berlinde.

Democracia portuguesa

A democracia portuguesa na Wikimérdia

Democracia portuguesa – é um luxuoso sistema político que permite o florescimento da corrupção e a oportunidade de qualquer cidadão integrar um dos bandos de chulos que vivem à conta do erário público sem nada produzir. Muitos destes chulos acolhem-se sob a capa dos partidos políticos e integram instituições esotéricas e filantrópicas, para além de pertencerem a dezenas de associações cívicas, culturais, desportivas, etc.
Estes agentes da dita democracia são seus acérrimos defensores porque quando a democracia que construíram é atacada, são os seus interesses pessoais que correm risco.
Paralelamente, a democracia portuguesa tem permitido ao cidadão comum expressar-se mais ou menos livremente, ainda que nalguns casos se arrisque a retaliações no emprego, situação que tem vindo a agravar-se mercê da sanha persecutória do actual governo que tenta, sob o pretexto do exercício da autoridade e da responsabilização, coarctar os poucos e caros benefícios – por isso luxuosos –, que o povo paga pela democracia em curso. É um daqueles casos de comercialização de um produto enganador, em que a publicidade não corresponde ao conteúdo.
Este status quo é defendido pelo PS, PSD e CDS, suspeitando-se que a ascensão ao poder da ala esquerda do espectro político não concorreria com diferença substancial para a situação da vida política portuguesa, quer porque a contaminação do vírus da corrupção é um facto incontornável, quer porque aos pequenos partidos colocados em posição de governar, acorreria imediatamente um punhado de oportunistas sistémicos.
A democracia portuguesa espelha, pois, a própria natureza do povo português, feio, porco e mau. Um povo incapaz de se disciplinar, organizar e exercer com honestidade e civismo as obrigações que o exercício da genuína cidadania e a construção de uma verdadeira democracia exigem.

Aqui fica um cheirinho da nossa democracia. E aqui também.

sai um empréstimo para o país do canto


- Não, não Zé, não estás a perceber. Não podes emprestar mais dinheiro do que aquele que tens, lá porque não é necessário transaccionar fisicamente as notas. Um Banco nem sequer pode emprestar todo o dinheiro que possui, quanto mais o que não possui; uma parte tem de ficar como reserva, percebes?
- Quero lá saber disso, ó Teixeira. Então os americanos, os culpados desta merda, andaram a emprestar o que não tinham e nós agora não podemos fazer o mesmo para nos desencravarmos disto? Olha, fazemos assim, eu empresto-te 500 mil milhões de euros e tu pagas as dívidas todas com esse dinheiro que eu contraí em empréstimo do Mário quer por sua vez recebeu do Rui…ou do Mariano… não interessa. E como nem sequer precisamos dos 500 mil, ainda sobra para iniciar o TGV e o Aeroporto, tipo compra-se uns 50 Km de carril e umas 10 toneladas de cimento. Ora faz lá aí as contas a ver se também dá para o empréstimo aos gregos?! É fácil, pá. Se dissermos muitas vezes que temos o dinheiro, ninguém duvida, temos mesmo, ponto final.
- Mas... mas, e o juro?
- Juro? Pois claro que juro. Juramos todos, pronto.

= Intervalo na Reunião de Ministros =
(a crise segue dentro de momentos)

Já não há heróis?

“…reavaliar os projectos de investimento em obras públicas resumiu-se à amputação de um troço de uma auto-estrada.”
In Público de hoje



Contra o bom senso e inúmeras vozes discordantes, mantêm-se os projectos do novo Aeroporto e do TGV. Sabendo nós que a Justiça está inquinada e nunca condenará, como criminosos que são, estes governantes mafiosos que governam para encher os bolsos das grandes construtoras e os seus próprios em chorudas comissões, não há solução para isto. Ou começam a ser abatidos a tiro, ou à bomba, ou nada muda neste país. O país precisa de heróis que nos livrem desta escumalha mafiosa. Destes chulos sem vergonha.

leitores

O estudo TGI 2008 da Marktest contabiliza mais de 4 milhões de portugueses que compraram livros, o que representa 68.6% dos residentes no Continente com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos. As maiores taxas de compra observam-se entre os indivíduos dos 35 aos 44 anos (74.1% comprou livros no último ano) … Entre os compradores de livros, o TGI indica ainda que 31.8% destes lê entre 1 e 2 livros por ano, 31.8% entre 3 e 5 livros e 28.4% lê 6 ou mais livros por ano, contrariamente a 7.7% dos inquiridos que afirma que, apesar de ter adquirido livros, não leu nenhum nos últimos 12 meses. (mais aqui)

E que livros lêem estes milhões de compradores portugueses? Escritas de José Rodrigues dos Santos e Paulo Coelho, aposto?!

o som

Surgido no final da Segunda Guerra Mundial em consequência de um certo declínio do Jazz mainstream das grandes orquestras estilo Benny Goodman, o Be-Bop é uma nova expressão Hot do Jazz, em que cada instrumento é solista e em que a arte de improvisar alcança grande projecção.
Charlie Parker, Thelonius Monk e Miles Davis são grandes improvisadores. É o tempo da investigação, das experiências com o som, e a que não escapam os próprios instrumentos - Dizzy Gillespie chega mesmo a alterar a forma do seu trompete.
Dexter Gordon foi outro desses mestres que, infelizmente, se calou para sempre no dia 24 de Abril de 1990. Vinte anos depois, aqui fica a singela homenagem.

Dia Mundial do Livro


Nasceu e jovem se entregou às leituras, viveu escrevendo poemas e aventuras. Para ele, cada dia de escrita era dia de alívio. Esgotado, com os dedos inchados do aparo metálico da pena, primeiro ofuscado e depois cego pelas luzes reverberadas nas páginas onde desenhou exércitos imensos de palavras, morreu entre alfarrábios de coisas várias como latim, filosofia e história. Porém, não foi engolido pelo oblívio que tudo devora pois ecoa, viva, nos livros que deixou, a sua memória. Enfim, uma tristeza.



Contoema para o dia em que se assinala o desaparecimento de Cervantes (e erradamente Shakespeare – que só morreu dez dias depois).

Criatividade

Se a verve criativa eclode é porque o subconsciente recolheu imagens, discursos, sons, cores, emoções que a habilidade intelectual se encarrega de moldar sucessivamente em tramas que, logicamente, não incidem sobre pessoas específicas mas sobre estereótipos das gentes que me rodeiam, com uma ou outra incursão num tipo concreto, hiperbolizado até à caricatura grotesca, tão ao meu gosto. Servem para isso, desde os rostos anónimos de uma praça de Portimão ou de uma rua de Alvor, aos corpos desconhecidos que se estendem sobre as areias da Solaria na calidez do Verão, passando pelos forasteiros das mais exóticas raças e distantes origens que visitam Lagos. Assim como servem as expressões faciais, a linguagem dos corpos, e a forma de reagir ao inusitado, daqueles com quem partilho o quotidiano, quer em resposta às minhas incitações ou negações quer em resultado de relacionamentos entre terceiros. E dessa observação registo pormenores que uso na construção dos retratos psicológicos das personagens que crio. Manancial maior que o oferecido pela realidade não encontra a ficção, nem mesmo espremendo o engenho dos magnos vates da arte da escrita.
Basta a atenção ao que nos rodeia para daí se retirar as historietas mais incríveis que imaginar se possa. A ficção é uma realidade, por vezes hilariante, outras vezes assustadora.

adolfos

Sobre os excessos da blogosfera e da imprensa – coisas distintas mas que trazem incomodados os mesmos espíritos – convém não esquecer que as críticas e as denúncias que se disparam nos jornais e nos blogues não são, na generalidade, mais do que isso (nalguns casos excepcionais verificam-se difamações), e não balas de espingarda. Dessas palavras ressumará mais do que indignação, por vezes injúria, mas não actos de exploração de trabalhadores precários, nem despedimentos fraudulentos, nem desvio de dinheiros públicos, nem tramas de peculato e outras fraudes que sabemos existir abundantemente entre os administradores da res-pública. Convém não esquecer nada disso para perceber o mal-estar dos governantes em relação à blogosfera e aos jornais. Ora vejam lá se reconhecem a ”razão” dos “incomodados”, no seguinte texto: A única coisa que tem envenenado e prejudicado a vida comum nestes dois países* é a completamente insuportável campanha da imprensa que em ambos se tem feito sentir sob a máxima "liberdade de opinião individual".
Adolf Hitler: 20 de Fevereiro de 1938
E quanto à indignação de governantes difamados, estamos conversados.


*referia-se à França e Inglaterra

Jovens sem futuro

Jovens sem futuro
17/04/10 00:03 | António Gaspar


A qualidade do futuro de qualquer país, está na forma como no presente os seus jovens são tratados.
Muito se tem falado na crise e nos seus efeitos nefastos sobre o emprego, mas gostaria de sublinhar, e para o caso português em particular, que a vergonha que se vive no mercado de trabalho vem já de muito longe.
É perfeitamente legítimo que uma família, faça sacrifícios e aposte na formação e qualificação profissional dos seus descendentes, proporcionando-lhes ferramentas adequadas para uma vez no mercado de trabalho, poderem atingir um grau de desempenho sempre crescente, beneficiando com a sua produtividade a empresa para a qual trabalham e num segundo fôlego, a sua ascensão profissional. Mas afinal o que é que tem acontecido?
Temos jovens licenciados desempregados, que segundo as últimas estatísticas chegarão aos 40.000 e com tendência para o crescimento. Numa segunda linha, e porque tiveram "mais sorte" temos um regimento de jovens a receber entre os 600 e os 750 euros! E depois, teremos certamente uma parte infinitesimal, que terão uma profissão que lhe retribui decentemente a forma como aportam as suas competências.
Relativamente à geração dos "600" ou dos "700" ou do ‘outsourcing', é interessante observar que as empresas que contratam o preferem fazer aos ‘outsourcings' pagando, em média, quase o dobro, que estas pagam os jovens. Não me refiro de forma negativa ao negócio do ‘outsourcing', pois se existe é porque o mercado assim o determina e estas empresas aproveitam aquilo que o mercado quer. A minha visão crítica vai para as empresas que recorrem a estes ‘outsourcings': Pois se no sentido contrário, fizessem contratos directos com os jovens, com direito a férias efectivamente gozadas, subsídios de Natal e de férias, por natureza as empresas ditas de trabalho temporário nem sequer existiam, porque não registariam qualquer procura dirigida.
Ao tomar esta atitude, as empresas estão a dizer de forma clara aos jovens que não têm futuro em Portugal.
Qual é o jovem que com 600 ou 700 euros pode ter a "veleidade" de constituir família, de comprar uma casa ou de assumir outros compromissos normais para a sua idade? Mas a baixíssima remuneração não será tudo. Os jovens vivem permanentemente com a "espada de Demócles" sobre as suas cabeças, que é como quem diz, de uma quinzena para outra podem ver esses míseros 600 euros extinguirem-se. É este o Portugal que querem para os jovens?
Portugal não tem futuro para os jovens, como o não tinha já há 5 anos e como o não terá na próxima década, se a situação não se alterar de forma radical.
Eu sei que estas situações não se alteram por decreto. Alteram-se por um novo sentido de cidadania, ético e responsabilidade. E quanto mais tarde esta alteração tiver lugar, mais pobre vai ficando o nosso país. Um país em que a sua juventude não tenha oportunidades nem gosto em viver, é um país condenado. Condenado pelas elites empresariais que não souberam tratar com respeito os seus jovens, porque um salário de 600 euros com uma total precariedade à sua volta, é uma ofensa grave para os jovens filhos de uma nação.
A todos esses jovens, manifesto o meu mais profundo sentido de solidariedade e faço um apelo: se o vosso país os não merece, que partam para outro local onde as vossas competências e empenho, tenham um tratamento adequado e em linha com o que merecem.
____
António Gaspar, Professor Universitário e Consultor

é a Bola, pá

- Boa noite, é do xxx xxx xxx?
- Sim.
- Sou o xxxxx da Marktest e estamos a fazer um inquérito sobre telecomunicações, está disponível para a entrevista?
- Sim (e comecei logo a rir, porque o tipo tinha uma pronúncia engraçada, ou melhor, um timbre singular, completamente diferente dessas vozes normalizadas de locutor televisivo e operador de call-center. Uma genuína voz portuguesa, daquelas que asseguram tratar-se de uma pessoa verdadeira no outro lado do telefone…)
- O senhor não está a ver a bola, não?
- Não… não (mais vontade de rir, porque a pergunta terminava com aquela interrogação hesitante e esperançosa)
- Ahh… ainda bem, porque não consigo apanhar nenhum homem e as mulheres já despachei todas. Tão todos a ver a bola.
(aqui comecei a ter dificuldade em conter o riso, não só pelo conteúdo mas, de novo, devido ao timbre da voz do inquiridor)
- Então o senhor tem que idade?
- 48.
- Ora, 48… vamos lá… (uns segundos de pausa) ai a minha vida… acabou agora mesmo esse perfil. Agora só de 55 para cima…
(aqui, comecei a rir abertamente)
- Olhe, muito obrigado e boa noite.
Não faço ideia do jogo que decorre nalgum dos canais televisivos, mas o coitado deve estar a amaldiçoar o futebol.

Foi agora mesmo
2010-04-08 – 21:25

carta de mãe para mãe

Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um noticiário na TV:

De mãe para mãe...

'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.·
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.·
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...

Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos"!!!

o meu paradoxo é maior do que o teu

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
(Sócrates)

Sócrates é aquele que não conhece os limites da sua ignorância.
(Povo)

Povo é a massa estupidificada que se deixa governar por quem não conhece os limites da sua ignorância.
(Sócrates)

turistas

34,7% dos turistas visitam o Algarve uma vez por ano, chegam sobretudo de carro e ficam alojados em casa própria ou de familiares. 95,8% voltam ao Algarve, onde permanecem, sensivelmente, dez dias. E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não! E Já chegaram? Ainda não!

submarinos chineses

Afinal as lojas dos chineses sempre servem para alguma coisa. Mais um problema nacional resolvido.
Tao Xiangli testando o seu submarino caseiro, feito com velhos barris de pétroleo

a batolha das almofodas

O meu primo Gerúndio, que vive nos Açores, mandou-me esta imagem da comemoração do dia da batolha das almofodas. E vejam como são grandes as "almofodas" açoreanas. 

Dominguices

Lembro-me perfeitamente do meu único acidente de mota. Foi ao incliná-la que ela se desequilibrou e caiu, partindo-me a perna esquerda.
Aqui está a foto tirada uma ou duas semanas antes do acidente, em 1964, no Domingo de Páscoa (29 de Março). Na altura do acidente eu tinha 28 meses de idade e serviu de emenda; nunca mais tive um acidente de mota, mesmo durante o período das parvoíces com a Casal, dos 12 aos 14/15 anos, ou agora com a Deauville, passando pela “vingança de Estaline” com side-car, pelas Viragos ou pela velhinha BSA.
Claro que na altura do acidente a “Famel Victória 5 estrelas” estava parada e eu fi-la cair ao tentar montá-la.
Ainda não tinha estatura para me bater com essa obra didascálica “A Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela” que o previdente D. Duarte deixou para as futuras gentes do seu reino; tampouco fui alertado pela tradição oral popular fazendo eco dos ensinamentos do Conde Montanelas, mormente dos seus avisos acerca da rigorosa dedicação que a arte de montar exige. Mas aprendi.
Aqui ficam algumas fotos das duas rodas da minha vida.



Eu, na Victória ***** em 1964, com o meu "capacete" de palha.


A minha BSA c10 de 250cc, de 1954


A DNEPR 650 com side-car. Cópia russa da BMW da II Guerra Mundial.





A Virago 535, depois da Virago 250.

A máquina actual, Deauville 650.

é crime? pois é!

«Ser um apoiante do governo actual é uma espécie de crime»
João Galamba - in revista Pública, de que o senhor Eduardo Pitta faz eco, provavelmente por se sentir solidário com o lamentoso.



Coitado do João Galamba. Certamente, os que o criticam devem calar-se e calar as críticas ao governo, como boas ovelhas a que devem aspirar ser, esperando um braçado de erva seca?! Não lhe passa pela cabeça que é criticado porque, aos olhos dos críticos, apoia a maldade?!
É convicção de muitos portugueses – convicção baseada no vasto rol de casos não explicados/justificadas pelos visados – que este governo pratica ilicitudes e manipula a polícia e a Justiça de forma a manter as suas acções inalcançáveis. Mas como ainda não controla tudo a 100%, de vez em quando lá transpira coisa incómoda, e então ficamos a conhecer mais um podre do hediondo (des)governo deste país.
Isto é falso? É cabala da comunicação social e dos adversários políticos? Não me gozem, e não gozem com a maioria dos portugueses que dão atenção ao que se passa neste país. Estes senhores que governam fazem parte da família política que sempre manipulou a informação e a comunicação social em Portugal. Fazem parte daquela trupe que mente descarada e repetidamente, transformando as mentiras em verdades. Portanto, não são vítimas. Antes vitimizam-se, procurando credibilidade para a sua actuação maquiavélica.
Mas não nos confundam com os outros portugueses, os que se alheiam da vida cívica e da política, os tolos que a “máquina“ alimenta a pão-de-ló: mais um empregozito aqui, um subsidiozito ali, um contrato de fornecimento ou prestação de serviço acolá, ou uns entrolhos de muar em jeito de oferta natalícia.
Há milhares de galambas por este país fora: uns que agem por ignorância e outros por malvadez, mas com convicção suficiente para persuadir o próximo ou, pelo menos, instalar a dúvida nos espíritos menos avisados.
Eppur si muove.

assim é que é

«... escrever num blogue é um exercício. juntar ideias, brincar, improvisar. dá gozo quando é indiferente, quando não é para ninguém, quando não se pretende impressionar, dialogar, chegar a. só gosto do blogue quando me estou nas tintas para o leitor. quando venho aqui e arrisco qualquer coisa, experimento (-me). mas não escrevo para ti, nem para ti, nem mesmo para ti. se gostares, claro, há uma espécie de conforto ou cumplicidade. mas se não gostares, leitor, salta deste carro.» daqui

limpar Portugal

Evidentemente, não limparam nada. Mantém-se a mesma sujidade. Os mesmos políticos, os mesmos administradores, a mesma corrupção, a mesma máfia. Nunca acreditei nisto porque sei que a porcaria não se limpa a si própria.

velhas guerras

Sempre estranhei não haver aulas de condução em estrada, tipo percorrer 40 ou 50 km da Via do Infante, no decurso da Instrução de Condução Automóvel. Não é esquisito receber a carta de condução sem nunca ter ido para a estrada, literalmente? E este é apenas um dos aspectos defeituosos, uma das muitas falhas dessa “instrução”.
Sobre as novas normas para o ensino da condução, não acredito que venham contribuir para resolver o problema da sinistralidade automóvel. A exigência de percorrer mil quilómetros durante o curso não resolve nada. Podem andar à volta do quarteirão até perfazer essa distância. Durante as aulas, e até ao exame, os animais portam-se bem. Depois de obtida a autorização e adquirido o bólide, tudo muda. Então, cada carta de condução é um convite a integrar as fileiras dos guerreiros do asfalto. Mais um potencial “soldado” para combater batalhas de aço e plástico, potência e velocidade, de onde sobeja, invariavelmente, muito sangue e carniça desfeita.
E assim continua a formação desses obnóxios que ceifam ou estragam tantas vidas – as próprias e as de terceiros –, nessas batalhas que decorrem em todas as faixas alcatroadas deste país.
Hoje, com 48 anos, conduzo muito melhor do que aos 24, com mais cuidado e consciência, resultado da experiência ao volante e, sobretudo, influenciado pelas muitas tragédias testemunhadas. Mas não resultado da formação nem de aprendizagem correcta, que não existe neste país. Obviamente, as campanhas de prevenção rodoviária e as dinâmicas das autoridades – assentes, estas, em estratégias de coacção, e sensibilizações estéreis para enganar idiotas – tampouco obviam ou resolvem o quer que seja. Actualmente, a actuação das autoridades de trânsito incide, especialmente, na caça à multa, respondendo ao objectivo maior da sua relação contratual enquanto funcionários públicos: alcançar produtividade convertida em euros.
E devemos admirar-nos? Claro que não, pois trata-se apenas de mais uma manifestação do absurdo que reina nesta sociedade paradoxal, gerida pelos indivíduos mais inaptos e néscios, em quem os mais capazes e inteligentes relegaram os mais amplos poderes de decidir e executar.
Solução: esperar que todos os conscientes morram, eventualmente nas batalhas do alcatrão. Então, estes problemas desaparecem.

Escrever

Escrever é um acto de "resistência". Resistir ao vocabulário anarquizado, dúbio e pernicioso que, insidiosamente, tem sido vinculado à imagem (foto, TV, pintura, cinema, sinalética urbana, etc). A cada minuto que passa, a palavra, sobretudo a escrita, perde terreno para essas novas imagens construídas para comunicar com os iletrados, incapacitados e imbecilizados do mundo global, desritmado, vertiginoso, em que vivemos.
Escrever, é resistir contra o uso pérfido da imagem, essa coisa inventada “para submeter as massas" como dizia Umberto Eco.

matou-se porque era louco, ou porque não quis continuar entre loucos?

«"Segundo os jornais 'Público' e 'i', o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: 'Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio', disse o licenciado em Sociologia.
O 'i' coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.
E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma 'fragilidade psicológica há muito tempo'.
Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.
É assim tão lógico pensarmos que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O 'prof' era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?
José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. 'Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa', afirmou.
Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O 'prof' era louco, não era?
Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste 'timing', a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifos, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?
De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?
Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje."»
Ricardo Miguel Vasconcelos, daqui


Num país a sério, as Leis e as normas que gerem as escolas – e a vida em geral – seriam feitas com base na tradição, na cultura e no bom senso, e não importadas de realidades diversas da nossa ou inventadas por sociólogos, politólogos e juristas da treta. Num país a sério os pais seriam responsabilizados pelo comportamento dos filhos – através de multas, dias de trabalho em prol da comunidade, penalizações sociais etc. Num país a sério, os directores da Escola já tinham sido suspensos e esses boys da DREL demitidos por abrir a cloaca proferindo imbecilidades.
Mas tudo isso seria num país a sério, não neste rectângulo parolo controlado pela máfia desonesta e corrupta. Por cá, sob orientação da maior escumalha que já governou este país, as escolas são a caixa de ressonância de uma sociedade parideira de pequenos psicopatas... que hão-de crescer.
Ó engenheiro, vai prá puta que te pariu!!!

faz anos

... e nunca mais esqueci que:

\lambda = \frac{c}{f}

Disseram "Limpar"?

Agora é que o país vai ao fundo. Anda por aí um bando de malucos que pretende Limpar Portugal. Então não sabem que debaixo de cada monte de entulho está um buraco por onde entrará a água que nos levará a todos para o fundo? E, pelos vistos, também nunca ouviram falar daquele gajo que raramente se lavava, e quando o fazia era com uma esponja com que, cuidadosamente, removia a lazeira de algumas (poucas) partes do corpo? Quando o obrigaram a tomar um banho diário não aguentou, morreu no dia seguinte ao segundo banho. LIMPAR PORTUGAL? É que nem pensar!



Além disso, para limpar, limpar mesmo o país, teriam de começar por outro lado que não os entulhos, mini-lixeiras e frigoríficos abandonados. Tá certo?!