Mostrar mensagens com a etiqueta bancos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bancos. Mostrar todas as mensagens

o telefonema financeiro


O meu banco telefonou-me ao princípio da tarde, em voz feminina, perguntando-me se eu queria contrair um empréstimo. Quer dizer, não foi bem assim a prosápia da senhora, foi coisa mais polvilhada de vocábulos financeiros com repetida insistência na tripla: “serviços”,  “produtos” e “créditos”.
Foi o segundo telefonema, pois ao primeiro, em registo masculino, atalhei que não era oportuno estando à mesa preparado para almoçar; mas podia ser agora que já estava a trabalhar e o trabalho pode-se interromper, até porque, como toda a gente sabe, não azeda.
Então, confrontado com a desconfortável proposta perguntei quanto me pagavam de juros para eu aceitar.
Logo a voz feminina respondeu que não é assim, mas ao contrário. 
É ao contrário o quê £4#4/%§?! Então, sou eu que vos empresto o dinheiro, é isso?
Ali estava eu a fazer-me desentendido na matéria – embora sem grande esforço, confesso – e do outro lado a voz feminina mantinha-se firme na apologia do serviço, dos produtos, e dos créditos; enfim, falou…falou… e eu no fim sintetizei: - Então quer dizer que vocês emprestam-me dinheiro e eu pago-vos por isso? i. e. vocês emprestam-me dinheiro e eu dou-vos dinheiro?! 
- Mas eu não tenho massa para dar, eu não sou um Banco, pá! Há aqui qualquer coisa que não percebo… 
Na ameaça da retoma da lengalenga sobre o serviço, os produtos e os créditos, impedi o diálogo abruptamente: 
- NÃO QUERO!
- NÃO QUERO QUE ME EMPRESTEM DINHEIRO!
- NÃO QUERO QUE ME EMPRESTEM NADA, EU NEM PRECISO DISSO. NÃO PRECISO. EU NÃO GASTO NADA. EU SOU SUPER-ECONÓMICO. ATÉ USO O PAPEL H DUAS VEZES.
- NÃO QUERO, PRONTOS! E desliguei.

como a banca defrauda os clientes


«Chama-se Victoria Grant, é canadiana e tem 12 anos. No passado dia 27 de Abril, proferiu um discurso numa conferência sobre o sistema bancário na América, que decorreu em Filadélfia, onde explicou à audiência a razão pela qual os bancos não estão a funcionar bem. Os bancos emprestam dinheiro falso, dinheiro que não existe, pois emprestam muito mais do que aquilo que têm realmente nos seus cofres, disse Grant. “Cada vez que os bancos concedem um empréstimo, é criado um novo cartão de crédito, há novos depósitos e dinheiro novo. Generalizando, todo o novo dinheiro que vem do banco assume a forma de empréstimo. Como os empréstimos são dívida, então no actual sistema todo o dinheiro é dívida”.»

Ler mais aqui