
«…a arte da escrita banalizou-se. Hoje, qualquer um que tenha um livro publicado é tido como um “escritor”. E eles nascem por aí como cogumelos. Basta aparecer na televisão, com uma vidinha mais ou menos turbulenta ou escandalosa, e logo dali nasce um “livro”, a vender milhares de exemplares, porque o que interessa aos editores é ganhar dinheiro.
Então, além da proliferação de livros que contam vidinhas e escândalos, os “escritores” da moda, os best-sellers, são os que andam por aí: badalados e mediáticos. A sua sobrevivência depende do mediatismo. Sem esse mediatismo não sobreviveriam. E até há quem fale em “escritores parasitas”, isto é, aqueles que pagam a alguém para escrever livros e depois colhem os louros.»
Do blogue Arco de Almedina
Pois, há por aí produtores de best-sellers que nem têm tempo para escrever os seus livros. Por isso, quando publicam muito, revelam estranhas variações de “estilo” entre uma e outra obra.
E os leitores desatentos nem estranham a produtividade desses autores de “romance à resma”, que sabemos muito ocupados com outros afazeres profissionais no dia-a-dia?!
O que eles produzem não é literatura de qualidade, é dejecto que ocupa, nos escaparates, o lugar da verdadeira literatura. É apenas papel estampado com motivos recreativos. Não é Literatura, não é ARTE!
A literatura pode ser, também, recreação e diversão, mas não pode ser apenas isso.
E porque acontece isto? Porque quem define o mercado e constrói os best-sellers é a carneirada que lambe das prateleiras dos hipermercados tudo aquilo que o marketing dos livreiros produz. E estes só têm um objectivo: vender muito papel estampado.
Eu escrevo, mas não sou, nem ambiciono ser, escritor. Escrevo para ordenar ideias; por vezes, para me rever no que escrevo como se fosse um espelho, noutras vezes para estabelecer fasquias que deverei superar. Porém, não sendo, nem procurando ser, escritor, agradeço àqueles que sentem vontade de escrever para os outros, e que o fazem a meu gosto.
Dos meus preferidos, eis três escritores portugueses contemporâneos: Hélder Macedo, Miguel Real, Mário Claúdio. Qualquer um deles mete num chinelo os jornalistas-escritores, e outros palhaços da moda literária, produtores de best-sellers. Desses cujas obras estão para a Literatura como a produção da fábrica Disney está para a Banda Desenhada – entretenimento, diversão e… banalidade.
E se há alguns que não se arrogam a mais do que aquilo que são, também há os que ocupam destaques imerecidos – e injustos, para outros que produzem literatura de qualidade.
Não acontece apenas no universo da escrita mas convém não esquecer que, efectivamente, assim acontece na Literatura.
Do blogue Arco de Almedina
Pois, há por aí produtores de best-sellers que nem têm tempo para escrever os seus livros. Por isso, quando publicam muito, revelam estranhas variações de “estilo” entre uma e outra obra.
E os leitores desatentos nem estranham a produtividade desses autores de “romance à resma”, que sabemos muito ocupados com outros afazeres profissionais no dia-a-dia?!
O que eles produzem não é literatura de qualidade, é dejecto que ocupa, nos escaparates, o lugar da verdadeira literatura. É apenas papel estampado com motivos recreativos. Não é Literatura, não é ARTE!
A literatura pode ser, também, recreação e diversão, mas não pode ser apenas isso.
E porque acontece isto? Porque quem define o mercado e constrói os best-sellers é a carneirada que lambe das prateleiras dos hipermercados tudo aquilo que o marketing dos livreiros produz. E estes só têm um objectivo: vender muito papel estampado.
Eu escrevo, mas não sou, nem ambiciono ser, escritor. Escrevo para ordenar ideias; por vezes, para me rever no que escrevo como se fosse um espelho, noutras vezes para estabelecer fasquias que deverei superar. Porém, não sendo, nem procurando ser, escritor, agradeço àqueles que sentem vontade de escrever para os outros, e que o fazem a meu gosto.
Dos meus preferidos, eis três escritores portugueses contemporâneos: Hélder Macedo, Miguel Real, Mário Claúdio. Qualquer um deles mete num chinelo os jornalistas-escritores, e outros palhaços da moda literária, produtores de best-sellers. Desses cujas obras estão para a Literatura como a produção da fábrica Disney está para a Banda Desenhada – entretenimento, diversão e… banalidade.
E se há alguns que não se arrogam a mais do que aquilo que são, também há os que ocupam destaques imerecidos – e injustos, para outros que produzem literatura de qualidade.
Não acontece apenas no universo da escrita mas convém não esquecer que, efectivamente, assim acontece na Literatura.