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Sem religiões
«Sem religiões o macaco arranjaria outro pretexto para
praticar as mesmas loucuras. O Mal, que a cultura aponta, reside na própria
natureza humana. É um combate entre uma "herança genética" de meio
milhão de anos contra uma herança cultural de dois séculos. Bem vindo ao ringue.»
Eu, no Facebook, em resposta à pergunta do Vítor Oliveira Martins:
O Mundo sem
religiões seria melhor? *
* texto original do Vítor Oliveira Martins
«Será que os horrores em nome de Deus, praticados pelo
Estado Islâmico, são recentes na história? A Liga Católica, na Europa pré
revolucionária, entre muitas outras atrocidades, esfaqueava grávidas
protestantes, retirava delas os fetos e atirava-os aos porcos. Dizimava aldeias
inteiras, queimava, esquartejava etc..
A pergunta é: o mundo sem religiões seria melhor?
Eu estou convencido que sim!»
Não acredito
Não acredito em deuses mas acredito na possibilidade de existir um denominador comum, uma lei resultante de todas as forças que actuam no universo que, de forma desconhecida e impossível de conhecer, exerça influência sobre as coisas e seres deste universo.
defraudando o ser religioso
Mais facilmente respeito o que é partilhado/praticado por poucos do que o que é partilhado/praticado por muitos. Os poucos, representam menor perigo. Porque esse respeito não é conquistado nem atribuído, é imposto ou resulta de um acto de submissão.
Durante muito tempo respeitei, pensando que o fazia por razões éticas. Quando percebi que o fazia por submissão, submissão ao poder das massas, reflecti sobre o assunto e conclui que, se respeitava a religião por esta ser praticada por muitas pessoas, também teria que respeitar coisas como o nazismo e qualquer tipo de ditadura. Hoje, já não respeito.
Olhando para o que tenho vindo a aprender, não posso respeitar. E então a religião Católica, o maior embuste religioso e social que o Ocidente conheceu. Não esqueço que atearam fogueiras e, pior, mantiveram sociedades inteiras no obscurantismo e no mais miserável arcaísmo político-social (basta ver a diferença dos países que viveram e adoptaram a Reforma).
A nível religioso não passa de um embuste em que até os fundamentos sagrados foram plagiar aos antigos egípcios (a Santíssima Trindade, a ideia monoteísta, etc - aspectos já ensaiados por outras civilizações antes que Moisés largasse os cueiros). Bardamerda para todas as religiões que pregam a intervenção da Providência Divina e a necessária Resignação dos pobres, desprotegidos, expoliados e maltratados.
Não esqueço o puxão de orelhas que João Paulo II foi dar, no Brasil, aos sacerdotes que reclamavam mais Teologia da Libertação (o Cristianismo a favor dos Excluídos), proibindo-os de exercer cargos políticos (deixando para os corruptos profissionais a gestão da res-pública (?)). Não esqueço estas velhaquices que se fazem a coberto de quem prega o amor pelo próximo.
"...uma religião em que a divindade deixou morrer o seu (alegado) filho por uma questão de marketing, e detentora de um historial de séculos de intolerância, não será a mais indicada para nos pregar a paz e o amor pelo próximo..." - TheOldMan
Eis-nos na Fotografia de Intervenção. Na imagem portadora de mensagem (ainda que a imagem tenha sido, ao longo da história, construída para a massa submetida – Humberto Eco)
(de: comentários inseridos em fotos no CanalFoto em Setembro 2007)
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