De Pessoa a pessoas

Ninguém entende ninguém. Tudo é interstício e acaso, mas está tudo certo.

8 comentários:

David Oliveira disse...

Afirmação de que eu discordo, em absoluto.
Abraço
David Oliveira
P.S.: adianto que a fundamentação da minha discordância leva muitas, muitas letras.

francisco disse...

hehehehe...o Fernandinho devia estar Pessoa nos copos, quando escreveu isto. Quanto a mim, o "tudo é acaso" tenta explicar as falhas em levar o copo à boca, e o factor serendipidade ao acertar. Quanto ao "mas está tudo bem" é coisa de Fé. E bem se sabe que a Fé nada deve à razão, pois que na verdade está tudo mal.
Abraço, amigo David.

PS: Ando com pouco tempo para leituras e escritas na blogosfera. Profissionalmente, ando às turras com a Gestão da Qualidade e, nos interstícios, vou alinhavando outras escritas - a ver se publico no fim do ano.
;)

David Oliveira disse...

Então?! Francisco, como estamos? por ter sido o autor quem foi, tenho de dobrar a cerviz? a serendipidade, a "filosofia do acaso", a existência de cisnes negros e coisas que tais são só uma outra maneira de tentar "desconstruir" a realidade o que, por outro lado, em grande parte, se compreende se se perceber/aceitar que um fractal não é uma série incoerente (ou ocasional)de componentes - pelo contrário é um todo coerente, uniforme e com regras determinadas que fazem a "coisa".
Abração
David Oliveira

francisco disse...

Nããão. Claro que não. O facto de ter sido dito por quem foi não nos obriga a aceitar o que é dito. Mas mesmo sendo uma cogitação falhada (ou hoje percebida como tal), feita por um ilustre intelectual, pode testemunhar o quanto as realidades mudaram, ou quanto as “desconstruções do real” seguiram caminhos tão diferentes, ou sobre a quantidade de alcoól ingerido pelo cogitador…sei lá.
Sublinhei a autoria pensando que não teria ficado clara, e no intuito de mostrar o valor de quem se atreve a duvidar, ou mesmo a discordar de uma figura tão notável. [recoheço, agora, que não alcancei mais do que uma futilidade… isto deve ser efeito colateral da imersão no pragmatismo do Sistema de Gestão da Qualidade…hehehe.]
Quanto aos fractais (veio mesmo a jeito), sem perceber nada do assunto – ou justamente por isso-, sempre me interroguei como podiam existir tantas certezas sobre algo que se organiza em “teorias dos fractais”. Bom, mas isto é a minha ignorância a funcionar (e não estou a ser irónico). É que não conheço nada acerca dessas “regras determinadas que fazem a coisa”.
;)
Abraço.

David Oliveira disse...

Meu caro Francisco
digamos assim descomplicando: a Teoria dos Fractais serv(iu)e para denunciar o erro de quem presumiu explicar a Natureza, a realidade, como um caos (este termo pressupõe a inexistência de organização, de regras,...)ficaram muito pasmados quando com ajuda de potentes microscópios eletrónicos foram "dissecando" a matéria.
Antes de se saber o que era Análise Infinitesimal, milhares de anos antes, já o Paradoxo de Zenão fazia sorrir alguns "espíritos atrevidos" (pela ignorância, vista curta e falta de ginástica mental e imaginação)e quem tinha/tem razão foi ele - não parece mas de facto é assim que as coisas se processam. A percepção é uma coisa do domínio dos sentidos e a realidade outra.Foi também por aí que foi Einstein e não falhou. Pena é que haja ainda hoje imensa gente que faz confusão entre a "relatividade" e o "relativismo" - a árvore é aquela e no entanto nós os dois vêmo-la se em locais diferentes de maneira diferente.
Abraço
amigo Francisco
David Oliveira

francisco disse...

Xiii... do Zenão, só me lembro que era de Arimateia... bela terra. E a culpa deste esquecimento é do Sócrates e da sua mania de varrer tudo o que lhe foi anterior. Há-de pensar que é o maior no ministério... da filosofia.
;D

Fico grato pelo esclarecimento.
Abraço.

David Oliveira disse...

Ei, ó da casa! ...clap, clap ...
Está alguém em casa?! clap, clap
David

francisco disse...

Ohh.. meu caro amigo, ando atarefado com trabalho a rodos. Acho que me enganei na opção. Pensava que ser funcionário público significava trabalhar pouco... mas enganei-me.

A ver se este fim-de-semana ponho leituras e escritas em dia.

Abraço.