eventuais leituras para férias


«A Estranha Morte da Europa é o relato de um continente e de uma cultura à beira do suicídio. A queda nas taxas de natalidade, a imigração em massa e a cultura da auto-desconfiança e do ódio tornaram os europeus incapazes de se defender e de resistir à sua transformação abrangente como sociedade.
Este livro não é apenas uma análise da realidade demográfica ou política, é também o testemunho de um continente em autodestruição. Em cada capítulo, Murray dá um passo atrás e analisa os temas mais profundos que estão por detrás da possível morte da Europa, de uma atmosfera de ataques terroristas em massa à estável erosão das nossas liberdades. Aborda o desapontante falhanço do multi-culturalismo, a viragem de Angela Merkel em relação às migrações e a fixação do Ocidente na culpa.
Viajando até Berlim, Paris, Escandinávia, Lampedusa e Grécia, o autor desvenda o mal-estar no coração da cultura europeia e ouve as histórias daqueles que chegaram vindos de longe. E termina com duas visões da Europa - uma de esperança e uma pessimista - que retratam um continente em crise e oferecem uma escolha do que podemos fazer no futuro.
A estranha morte da Europa explica com clareza os males que ameaçam a sobrevivência da Europa.
Na sua ânsia de se abrir para outras culturas e festejá-las ostensivamente, a Europa esquece-se de festejar e respeitar a sua própria, num acto insano de auto-sabotagem.
A Europa está morrendo, condenada pelo colapso voluntário da sua cultura que parece incapaz até mesmo de reconhecer, e menos capaz ainda de se defender de uma conquista hostil vinda de fora de suas fronteiras.
Os terríveis despotismos do fascismo e do comunismo do século 20 afiguram-se como tentativas de erigir um equivalente secular e político da verdade religiosa absoluta. Desde então, o secularismo vem corroendo com firmeza qualquer remanescente de pensamento ou crença, e neste vácuo de um mundo sem significado o islão aproveitou para penetrar.
Não há como regredir do nosso iluminismo contemporâneo, dominado pelo saber científico. E o que nos parece determinar nossa “superioridade” intelectual e moral pode vir a causar a nossa queda fatal.
E o que faremos, como sociedade, para nos defender? Voltaremos a acreditar em Deus? Ou acordaremos para rechaçar os nossos inimigos, isto é, inimigos do nosso estilo de vida inflamado de liberdade pessoal?»


A morte da competência  - O populismo contemporâneo aumentou o desdém pelos peritos e elites de todo o género, seja na política externa, na cultura, na economia, e até mesmo na ciência e na saúde.
Enquanto a Internet permitiu que mais pessoas tenham mais acesso a mais informação do que nunca, também lhes deu a ilusão do conhecimento, quando na verdade elas estão afogadas em dados. Daí resulta um manancial inesgotável de rumores, mentiras...




Depois de A QUEDA DA BALIVERNA, o autor dispensa apresentações.

1 comentário:

João José Horta Nobre disse...

O "ovo da serpente" que a classe política traidora passou os últimos cinquenta anos a importar para dentro da Europa Ocidental, está prestes a eclodir e ameaça arrastar consigo toda a nossa Civilização para uma terrível guerra que, a iniciar-se, promete ser brutalmente sangrenta e não tardará a assumir contornos genocidas.

Quando a actual "guerra civil fria" que se vive em países como a França e a Holanda, passar a uma "guerra civil quente", as partes em conflito e muito à semelhança do que aconteceu nos territórios da ex-Jugoslávia, tentarão não apenas derrotar-se umas às outras, mas muito provavelmente intentarão provocar também a deslocação de populações inteiras para outros territórios e no limite, poderão mesmo tentar exterminar fisicamente essa populações. A guerra étnico-religiosa é isto e é exactamente contra isto que os movimentos e partidos nacionalistas passaram as últimas décadas a advertir. A resposta dos "bem pensantes" aos nossos muitos e repetidos avisos foi chamarem-nos de "fascistas", "racistas" e "intolerantes" e fecharem os olhos perante uma realidade que se tem vindo a tornar cada vez mais evidente a cada década que passa. Quem conhece a história da Europa, sabe que as limpezas étnicas e o genocídio fazem parte da mesma e tais episódios repetem-se ciclicamente, quando se misturam os ingredientes culturais e sócio-económicos necessários para que tal aconteça. Por outras palavras: se não se querem queimar, não brinquem com o fogo...

As fronteiras e os estados-nação foram inventados precisamente para garantir a paz entre os diferentes povos. A esquerda e os lunáticos da direita liberal, pelo contrário, julgam que solução para os problemas da Humanidade se encontra na abolição das fronteiras e na destruição das nações, à margem de qualquer respeito pelas diferenças culturais e étnicas. Como é óbvio, no caso da Europa, isto é a receita perfeita para o desastre e a tragédia está já neste momento ao virar da esquina, mas pouca gente parece ter noção de tal. A Europa Ocidental continua "anestesiada" e num sono profundo, ao passo que o "ovo da serpente" prepara-se para eclodir a qualquer momento entre nós...

Mais aqui:

https://historiamaximus.blogspot.com/2017/03/e-enquanto-o-ocidente-dorme-o-ovo-da.html