Enganei-me. Era para ser um conto de Natal mas saíu de princesas... que se lixe, serve na mesma!


Era uma vez uma princesa muito linda que viva num velho e enorme castelo no País do Inverno Eterno. Não era bem um castelo mas sim um grande perímetro amuralhado, daqueles com várias muralhas defensivas, embora algumas delas já estivessem meio derrubadas. Ela vivia numa pequena parte, mesmo lá no coração do castelo, numa espécie de palacete ricamente decorado. Aborrecia-se a linda e gentil infanta da vida monótona que levava, pois ali nunca havia festas nem gente alegre nem visitas interessantes. De vez em quando, muito raramente, metia-se na sua carruagem e voava até aos castelos vizinhos, buscando um pouco de entretenimento nalguma recepção a dignitários estrangeiros, na vernissage de esculturas em espinhas de peixe ou numa festa de aniversário dos seus pares. Mas ali era o Pais do Inverno Eterno, pelo que as festas eram sempre parcas em alegria e animação e quase todos os convivas eram velhos, barbudos, gotosos, catarrentos e desinteressantes. Sentindo crescer, dia após dia, a tristeza da linda princesa, o velho castelo não sabendo que mais fazer para alegrar a vida daquela que era o raio de luz do seu amontoado de antigas pedras, resolveu comunicar teluricamente com os seus irmãos e primos amuralhados de países vizinhos. Comunicou-lhes, por processos que só os castelos conhecem - usando a propagação das ondas nos solos rochosos que cobrem o manto terrestre - que havia com ele uma linda princesa que se achava sozinha, e assim pediu aos seus pares fortificados que o dissessem a todos os príncipes que abrigavam em si. E que viessem todos conhecer tão formosa princesa. Alguns vieram logo mas, ou eram também velhos ou muito deselegantes. Quase perdida a esperança eis que, um dia, chega ao Castelo da formosa princesa um garboso príncipe, montando um belíssimo corcel branco e envergando uma magnífica e reluzente armadura vermelho Ferrari. Na mão esquerda trazia uma flor enorme com pétalas coloridas cada qual com uma das cores do arco-íris, e no rosto o mais belo sorriso. No olhar, uma renovada luz de esperança. A princesa recebeu-o de braços abertos irradiando uma enorme felicidade. Toda a felicidade que é possível irradiar sem licença da ASAE e da ANACOM (autoridade nacional das comunicações). Está claro que ficaram juntos. O encontro destes dois apaixonados em breve transformou todo o País do Inverno Eterno num lindíssimo Pais da Bela Primavera.

Moral da História: Não sejam parvos, a Primavera vem na mesma, sucedendo naturalmente ao Inverno. Não vale a pena andarem por aí a esvoaçar promiscuidades, de castelo em castelo, arriscando uma multa da BT, ou sarilhos mais complicados com as duas outras siglas referenciadas.
Bom Natal para todos (até parece que são muitos). Reformulo: Bom Natal para vocês os 5… e para o cão também.
;)

1 comentário:

Vieira Calado disse...

BOM ANO, amigo, cheio de meteoritos
e invenções!
Um abraço