O AVISO



CTT Expresso e o desmantelamento dos serviços públicos.

O aviso, de encomenda, dos CTT Expresso foi encontrado, amarrotado, dentro do quintal de uma casa numa rua perto da minha. Só por acaso é que o residente apanhou o papel e, vendo o meu nome, veio-me entregar o Aviso – sorte ter sido jogado para lá ontem, (15 de Setembro). Se ele não o tivesse visto, a encomenda (uma máquina fotográfica reparada ao abrigo da garantia), seria devolvida e, certamente, seria uma enorme trapalhada voltar a recebê-la.

Eis o resultado da destruição dos CTT, promovida pelos políticos corruptos que nos governam, nesta selvática privatização das estruturas operacionais do Estado. Gestores incompetentes, dinâmicas de empobrecimento do serviço e da imagem das instituições públicas, com contratação de pessoal desqualificado e desmotivado – ficando mais fácil defender a opção privada(?!). E, por acréscimo, vão metendo ao bolso as comissões pelos negócios de venda daquilo que é de todos nós.
A máfia governa.

Nos Correios, disposto a reclamar, inquiri a funcionária que respondeu: - vou buscar um formulário da CTT Expresso. E pronto, em vez de uma reclamação preenchi um Pedido de Informação dirigido aos CTT Expresso, escrevendo na única linha reservada para o efeito, a seguinte pergunta, da qual ficarei a aguardar resposta:
“O aviso CTT Expresso foi encontrado por acaso, amassado, no quintal da residência sita na Praceta Ilha da Madeira, Nº 12, Porquê?”

Basta procurar no Google sobre “reclamações CTT expresso” e rapidamente ficamos elucidados com o que se passa com este serviço, perante a quantidade de denúncias e desabafos colocados na Net pelos inúmeros clientes descontentes. Claro está que os pulhas que nos governam esfregam as mãos de satisfação quando estas coisas acontecem. O plano que visa denegrir e desactivar os serviços públicos corre de feição. Sabemos a quem agradecer este estado de coisas, não sabemos?

3 comentários:

David Oliveira disse...

Francisco
como é evidente nem digo o que apetece. Se assim mais não digo é porque não pertenço ao grupo dos a-mim-não-me-acontece.
... e há filhos-da-puta que -- por não termos condições ou feitio ou qualquer outra coisa para de tudo isto, ou sobre isto tudo, escrevinhar gracinhas -- nos acusam de nos levarmos demasiado a sério.
Abraço
David Oliveira
P.S.: como eu gostava de ter condições para gozar com tudo isto!

Maria, Simplesmente disse...

Há já muito tempo que problemas desses estão a acontecer, de tal maneira que já fui falar com o Chefe dos Correios da área onde me encontro, e a conversa (calma..., mas muito sincera com o senhor, que tentava desculpar os responsáveis pelo sucedido fez-me ver que ali não havia, um dicionário para ver o que queria dizer esta palavra que todos deviam saber o que era:"responsabilidade".
Felizmente desde muito cedo aprendi o que queria dizer esta palavra e mais ainda no que pertence aos outros.
É o País da irresponsabilidade, Franciso.
Bom fim de semana.

David Oliveira disse...

Amigo ...
que pasa?!
esta "casa" está abandonada? ou devo continuar a frequentá-la?
Abraço
David Oliveira