merdas do calor

Faço poemas como se cuspisse. Ou melhor, como se escarrasse. Com o mesmo desprendimento desse impulso secundário. Fazer poemas, tal como ler ou fotografar, afasta-me do que verdadeiramente gosto, escrever prosa – mordaz, humorística, o drama, ou a ficção – por isso maltrato essas actividades. E toda a gente gosta mais dos meus poemas do que dessa outra escrituração que exercito. Isso ainda me indispõe mais com a escrita poética. Isto vem a propósito de ter escrito isto em cinco minutos, enquanto ia trocando considerações sobre poesia acidental com a Mena G, no messenger.

7 comentários:

Vieira Calado disse...

Ói, Chico!
Já dei um pouco de mais escuridão à imagem, no meu blog. Isto, quem sabe, sabe... Agradecido.
Agora outra coisa: aquele moço que foi campeão de patins, merecia um post no lagospt. Só que, penso, era preciso outra foto...
Aqui fica a sugestão.
Um abraço

efe disse...

Não tenho fotos desse moço. Talvez o meu colega tenha mas mesmo que eu tivesse, não me meto em assuntos de desporto dos quais não percebo nada.

vanus disse...

Francisco a poesia é sempre mais simbólica, como é curta, parece dizer sempre mais do que diz, logo, as pessoas tendem a gostar mais porque são elas que completam o que falta. No fundo não deixa de ser como a religião, uma forma de entender o que não se pode explicar :)

Tens imagens muito boas neste poema, se fosse um texto, elas perderiam-se a uma primeira leitura. assim, são fáceis de encontrar, e por isso diz-se que se gosta mais.

ler poesia ou texto são duas coisas diferentes, é necessária uma certa vontade de ir mais além quando as coisas não nos aparecem assim aos olhos, isoladas e cheias de significados ocultos, dúbios, etc. um texto não nos pode enganar ;)
eu gosto dos teus textos.

TheOldMan disse...

É realmente uma boa poesia, Francisco. Por isso é natural que os teus leitores gostem tanto de as ler.

Para resolver esse problemas das preferências, sempre podes escrever poesias surrealistas de escárneo e maldizer. Tipo:

"O cabide dos seus ombros esperava consecutivas samarras de abraços penetrantes; a boca exangue como salada de ovas. E o amanhã... do qual nunca soube, pois ninguém me traz a conta..."

Abraço

;-)

efe disse...

Vanus, deve ser por isso que tanta gente aprecia os poemas haiku.

;)

efe disse...

boa poesia, Mestre? hehehehe... eu gosto é da poesia kitschunga...

mas prefiro carabineiros ou sapateiras

;p

Mena G disse...

Vai a banhos, Xiquinho, que a água tá morna...
E continua a escrever a poesia que tanto te irrita!
O que te posso dizer?
Quanto mais cospes melhor ela sai!
;)